Por Pe. Hermes A. Fernandes
A missão da Igreja é salvar almas… É, de fato! Aí podemos nos perguntar: o que é a alma? Não se trata da pessoa em sua essência? Em sua unidade identitária? Daí podemos concluir: alma é o ser humano. Todo!
Salvar almas nos significa salvar pessoas. Salvar de que? Ora, de todos os perigos. Da condenação eterna, podem uns dizer. De fato! Da condenação eterna e da condenação presente. Do que adianta projetar delícias futuras aos nossos irmãos e irmãs e fechar os olhos aos padecimentos presentes? Do que adianta pregar a promessa do céu e omitir as muitas formas de se viver um inferno aqui na terra? É fome, abandono, direitos fundamentais negados, desamor… Salvar almas, pregar as promessas do céu, significa opor-se às situações de inferno. Infernos todos. Futuros e presentes… Sofrimento humano.
Salvar almas significa denunciar todas as injustiças, explorações, marginalizações. É incluir a todos e todas e denunciar quando um só homem ou mulher seja excluído. Salvar almas significa defender direitos. À moradia, à segurança alimentar, ao futuro da humanidade em comunhão com toda a Casa Comum. Salvar almas também significa lutar contra esta abominável proposta do Marco Temporal. Vidas indígenas, almas indígenas, devem ser defendidas e salvas.
Salvar almas significa defender vidas quilombolas. Seres humanos, antes escravizados, agora crucificados pelo racismo, pela violência, pelas omissões assassinas e pela impunidade.
Salvar almas significa gritar ao mundo o Direito e a Justiça. É irmanar-se neste 7 de Setembro aos excluídos e Excluídas. Promovendo vida e esperança. Lutando contra toda fome e sede. Buscando a defesa da Vida, em primeiro lugar.
Sete de Setembro e dia dos Excluídos e Excluídas, é tempo de salvar almas. O Grito dos Excluídos e Excluídas é grito de Javé pelos seus filhos mais queridos, os pobres, os lascados, os oprimidos.
Sete de Setembro é Tempo de Deus! Tempo de Profecia.
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