Por Pe. Hermes A. Fernandes
É com grande alegria, e muita esperança, que nossos corações ansiosos aguardam o Sínodo dos Bispos para este ano de 2023. Nosso blog não poderia deixar de registrar total deferência a este lindo momento que estamos por viver na Igreja. Desta feita, viveremos um sínodo com a identidade de nosso amado Papa, que sempre nos surpreende com sua inspiração e carisma. Uma das novidades deste encontro é a presença de 70 membros não-bispos, pela primeira vez com direito a voto num Sínodo, nomeados pelo Papa a partir de uma lista inicial de 140 pessoas, identificadas pelos sete organismos internacionais das Conferências Episcopais[1]. Respeito e escuta a todos e todas. Bem do jeitinho Francisco de ser.
A quem interessa saber, pode se informar que os cerca de 450 participantes na próxima Assembleia Sinodal incluem os 20 chefes dos Dicastérios da Cúria Romana – como D. José Tolentino Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação -, 20 patriarcas e representantes das Igrejas Orientais Católicas, 178 representantes de Conferências e organismos episcopais, os membros do Conselhos Ordinários do Sínodo dos Bispos e os seus dois subsecretários, bem como dez representantes da União dos Superiores Gerais dos Institutos de Vida Consagrada, dos quais cinco são religiosas, também com direito a voto. Aqui se registra a grata surpresa de percebermos uma Igreja que tem prestado o devido respeito e reconhecimento às mulheres, que tanto protagonizam nosso caminhar na evangelização.
Em face aos desafios do Diálogo com as Igrejas Irmãs, outras confissões cristãs, assim como em direção a um efetivo caminhar ecumênico, nosso amado papa teve especial atenção. E falando de diálogo, não poderíamos nos esquecer da constante e desafiadora necessidade da escuta. Para atender a este clamor da história, o Papa Francisco tem se empenhado a ouvir as comunidades, como vimos em esmero processo de escuta. Na sequência de uma inédita consulta global às comunidades católicas, lançada pelo Papa em outubro de 2021, sete assembleias continentais aconteceram entre fevereiro e março, com a seguinte divisão: África e Madagascar, América Latina e Caribe, América do Norte (EUA/Canadá), Ásia, Europa, Oriente Médio (com a contribuição das Igrejas Católicas orientais) e Oceania. Diante do sonho de uma Igreja – Rede de comunidades – nosso Sínodo não poderia acontecer sem esta identidade. Ver, Julgar, Agir e Celebrar – em rede, em comunhão.
Já urge o tempo! A primeira sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos vai decorrer de 4 a 29 de outubro de 2023. O Papa Francisco decidiu que a mesma terá uma segunda etapa, em 2024. Os trabalhos alternam-se entre sessões plenárias (congregações gerais) e trabalhos em grupo linguísticos (círculos menores), decorrendo, pela primeira vez, no Auditório Paulo VI, do Vaticano.
Que possamos aproveitar este importantíssimo momento da Igreja para crescer na fé e na vida. Nossa missão é Evangelizar, a partir de Jesus Cristo, sob uma espiritualidade pascal. Na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.
Que assim seja! Amém!
[1] Com informações de IHU – Revista Online
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