Por Pe. Hermes A. Fernandes
Fico pensando sobre a dialética entre conservadores e progressistas. Esta peleja se justifica? Sempre a vejo em tom de radicalismo. Ou isso, ou aquilo.
Penso, também, nas pessoas – às quais – estas questões tocam. Ao Povo interessa um conservador? Um ultraconservador? Por outra ótica, estaria o Povo de Deus preocupado com seus ministros ordenados no que se refere à consciência libertadora? Importa ao Povo de Deus que os Ministros Ordenados sejam Progressistas?
Em tempos de carestia, o amor se faz imperativo. Mais que um conservador, ou um progressista; o Povo de Deus clama por pastores. Que saibam latim, ou não. Que entendam de sócio-política, ou não. Não obstante sandálias nos pés, ou batinas; a Igreja de Jesus clama por afeto, acolhida, compromisso. De nada adianta liturgias pomposas, vazias de comunhão. É efêmero o discurso social, ausente de mística e afeto.
Padres e bispos para hoje? Penso que não haja fórmula perfeita. Vai da identidade ou das idiossincrasias de cada um. Todavia, algo importa: amor! Amor que foi iniciado pelo Cristo, no Mistério Pascal. Sua Morte de Cruz foi sinal de entrega total. Aos que se alçam aos altares, fica esse imperativo: amor incondicional a Jesus e seu Povo.
Como ser ministro ordenado hoje? Sendo o Alter Christus. Dando-se incondicionalmente. Até às últimas consequências. Assim, não importa mais se é conservador ou progressista. Será Pastor. Bom Pastor, como o foi o Senhor da Messe. O Princípio e Fim de todo Caminhar Eclesial.
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