A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre a Ressurreição de Jesus e o seu significado para nós que O seguimos. Este evento central de nossa fé nos ensina uma lição que passa despercebida. Aqueles que “duelam forte e mais forte” com os seus limites e fraquezas não precisam temer, pois no raiar do dia o Amor vence a morte.
Na primeira leitura, Pedro – que em sua fraqueza havia negado Jesus – agora se coloca de forma destemida como testemunha do Amor de Jesus, que andou por toda parte fazendo o bem e curado todas as pessoas. Nos lembra que quem se opõe a isso escolhe matar Jesus, que o Pai o ressuscita e que d’Ele é que recebemos a missão de anunciar seu Amor e a Salvação para todas as pessoas.
Na segunda leitura, Paulo nos lembra que devemos “alcançar as coisas do alto”. Isto deve nos fazer pensar como diferencia-las. Eu sempre penso que elas passam pelo amor a Deus e às pessoas. Só vivendo o amor é que ressuscitaremos com Jesus na sua Glória.
No Evangelho, Maria Madalena vai ao túmulo, sem sabe o que esperar ou o que fazer. Segue na escuridão que a protege dos poderosos que mataram seu mestre. Ela caminha impulsionada pelo Amor que recebera de Jesus, que a havia tirado da marginalização e lhe dado vida nova. Ao ver o túmulo vazio não entendeu o que havia acontecido, mesmo assim foi anunciar com esperança a realidade: “tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”! Frente ao anúncio da ressurreição, os discípulos correm ainda desconcertados e se dão conta de que algo inesperado ocorrera, por isso o evangelista afirma “ele viu, e acreditou”.
Quanto a nós, vamos sair no mundo e mostrar este amor que supera todas as barreiras e cuida de todas as pessoas, principalmente aquelas das periferias sociais e existenciais; que acolhe, inclui e produz um mundo de justiça e paz, onde convivemos com a Mãe Terra, para um dia chegarmos à terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Rangel Tura
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