A Palavras de Deus nesse domingo nos chama a refletir sobre a própria natureza de Deus. Com certeza nunca iremos entendê-Lo plenamente, até porque Ele é ao mesmo tempo Uno e Trino. Eu gosto de pensar essa realidade pela ótica do amor. Vejo que Ele é tão pleno no amor que se torna uma comunidade, que nos ama ativamente de forma diferente de acordo com as nossas necessidades.
Na primeira leitura, Moisés nos fala de Deus Pai, que cria todo o universo e que busca se relacionar com sua criação; que a protege e orienta seus filhos e filhas, que escolhe não ficar apenas no Céu, pois veio para a terra quando O clamamos. É um Pai que não fica alheio aos sofrimentos das pessoas, que deseja que sejamos felizes e que tenhamos uma vida longa.
Na segunda leitura, Paulo nos fala do Espírito Santo que nos conduz para sermos filhos e filhas de Deus, que nos livra do medo e da opressão de escravos para – se unindo a nós – garantir a herança divina e nos torna coerdeiros de Cristo. Isso só pode ser entendido como verdade se reconhecermos que este é um Espírito de amor, que transborda por toda a humanidade.
No Evangelho, Jesus – o próprio Filho – que amando nos amou até o fim e que está para voltar ao Pai não nos quer deixar sozinhos! Ele nos ama e quer viver no meio de nós. Foi assim quando clamamos por Ele no Egito, foi assim quando Ele se encarnou para nos salvar e é assim até hoje quando nos guia na caminhada para que criemos a terra sem males. Porém o amor não cabe em si, não é egoísta e quer sair pelo mundo e, por isso, Jesus nos dá a missão mais importante “ide e fazei discípulos meus todos os povos” e nos promete “estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”.
Quanto a nós, vamos sair no mundo com este amor que transborda da Trindade e nos chama a ver o sofrimento de todas as pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais – e quer que busquemos um mundo de felicidade plena com justiça e paz para todas as pessoas.
A todas as pessoas que essa mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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