A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre o que é ser um profeta. A igreja sempre valorizou os profetas e a profecia, mas será que entendemos o compromisso que assume quem deseja seguir por este caminho?
Na primeira leitura, Ezequiel relata seu envio. Deus deixa claro que enviou Ezequiel para os “filhos de cabeça dura e coração de pedra”. Sua missão é levar a Palavra de Deus mesmo que não seja ouvido, mesmo com dificuldades, pois sua presença será um testemunho marcante.
Na segunda leitura, Paulo nos fala de sua missão e deixa claro que esta tarefa não foi fácil. Ele afirma ter um espinho na carne, mas isso não o impede de continuar levando a Palavra, mesmo diante das angústias e perseguições sofridas. Ele deixa claro que Deus está com ele como estava com Ezequiel e afirma: “quando eu me sinto fraco, é então que sou forte”.
No Evangelho, Jesus, numa situação típica de um profeta, manifestou sua autoridade e sabedoria ao proclamar sua mensagem de amor e inclusão e sofre com a rejeição e com a falta de Fé em sua terra natal. A falta de Fé e o coração de pedra impedem que Jesus possa realizar seus sinais na cidade, mas a cabeça dura de seus conterrâneos não impossibilita que Ele faça o bem e continue levando a Palavra de amor e acolhimento. Quem escolhe seguir o caminho de profeta não terá uma vida fácil ou aprovação, mas sabe que seguirá com Jesus e terá as forças necessárias para isso.
Quanto a nós, vamos sair no mundo como profetas e, por mais difícil que seja, devemos denunciar os erros e anunciar o Reino; pregar o acolhimento e a inclusão radical; promover a vida e a dignidade humana – principalmente das periferias sociais e existenciais – buscando a paz e a justiça social e cultivando a amizade social entre nós e com a Mãe Terra. Sei que esta tarefa é árdua, mas estamos seguindo para a terra sem males.
A todas as pessoas que essa mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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