A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre a natureza da Igreja. Penso que ela é composta de pessoas que são chamadas por Deus para o anúncio profético do Reino de amor e serviço, que está aberto para todas as pessoas sem nenhuma condição.
Na primeira leitura, Amós – chamado por Deus para ser profeta em Israel – sofre com a intolerância e a sede de poder de Amasias. Estão aí as duas formas de pensar a Igreja e uma delas devemos escolher: serviço e justiça ou poder e autoridade. Amós deixa claro que está na missão que Deus lhe deu e que não se preocupa com aquilo que Amasias dá tanto valor.
Na segunda leitura, Paulo nos fala que este chamado é para todas as pessoas, pois ele foi realizado antes da “fundação do mundo” e através de Jesus somos irmãos e irmãs, que devem se preocupar em anunciar Reino.
No Evangelho, Jesus envia os doze discípulos em missão e nos mostra como devemos pensar a Igreja. Eles seguem em dupla, pois a nossa vivência de Fé não é individual. Caminham para anunciar o Reino a todas as pessoas, se colocando a serviço delas sem condições e não buscam nenhuma forma de ganho ou vantagem pessoal, pois – como dizia João XXIII – precisamos ser “uma igreja pobre para os pobres”.
Quanto a nós, vamos sair no mundo para anunciar o Reino do amor incondicional. Devemos buscar a paz e a justiça e nos colocarmos a serviço principalmente das periferias sócias e existências. Vamos nos comprometer com a vida e a dignidade humana; garantir o acolhimento e a inclusão de todas as pessoas e buscar um convívio harmonioso com a mãe Terra para que todos tenham vida e vida em abundância.
A todas as pessoas que essa mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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