“O Pão do céu é para toda a humanidade” | 18° Domingo do Tempo Comum | Reflexão do Diácono Bernardo Rangel Tura


A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre o que significa nossa comunhão com Deus e isso não deve ser respondido com pressa. Afinal – como ensina Jesus – o verdadeiro amor a Deus deve se refletir em igual amor às pessoas que encontramos no mundo.

Na primeira leitura, a falta de esperança causada pela fome é tão grande que o povo desejava voltar à escravidão no Egito. Deus ouve as preces de Moisés e lhes envia o alimento que os sustentará na caminhada da libertação. Neste ponto uma recomendação me chamou atenção: “recolherá a porção de cada dia”. Isso lembra que o acúmulo desnecessário nos afasta da comunhão com Deus.

Na segunda leitura, Paulo nos chama para a busca da “verdadeira justiça e santidade” e demanda deixar o homem velho que se “corrompe sob o efeito das paixões enganadoras”. De fato, a busca pelo bem comum de toda a sociedade é algo que está na raiz do seguimento de Jesus. É preciso se lembrar que o que fazemos pelas pessoas fazemos a Ele.

No Evangelho, Jesus é abordado por uma multidão que está preocupada em ter bens em abundância, mas que não quer se comprometer com seus ensinamentos. Na sua cegueira exigem um milagre, mas este não ocorre, pois atendê-lo seria mostrar um projeto de Reino que oprime o povo. No final, Jesus fala “Eu sou o pão da vida” e isso me leva a pensar que nossa missão é acabar com a fome e com a sede e garantir vida plena a todas as pessoas.

Quanto a nós, vamos sair no mundo e mostrar o amor de Jesus por toda a humanidade e pela casa comum. Vamos buscar uma sociedade mais justa – principalmente para as periferias sociais e existenciais – onde a vida e a dignidade humana sejam promovidas; que reine a paz e a harmonia. Esta será uma longa caminhada, mas vale a pena chegar na terra sem males.

A todas as pessoas que essa mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura


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