A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre o que significa escolher Jesus como nossa bússola vital, qual compromisso que temos de assumir por conta disto e como devemos viver na prática as consequências desta escolha.
Na primeira leitura, vemos Josué chamando o povo para escolher a quem eles queriam seguir. De fato, seguir a Deus não pode ser uma obrigação, pois as consequências são muitas e não podem ser ignoradas, porém devemos nos lembrar que sempre teremos Deus ao nosso lado. Neste caso, o salmo nos lembra como Ele é bom e suave, com especial atenção aos humildes e necessitados.
Na segunda leitura, Paulo nos fala de um grande mistério em “relação a Cristo e à Igreja” e me chama muita atenção que este seja comparado com a imagem do amor de um casal, onde ambos aceitam um compromisso conjunto, que pode levar até a grandes sacrifícios.
No Evangelho, vemos um momento crítico para muitos discípulos, que se veem confrontados com as duras palavras de Jesus. Observem que estas não são ríspidas e sim escolhas difíceis de tomar. A opção divina pelos pobres e excluídos chocou e choca até hoje muitas pessoas, que se se sentem questionadas por elas. Jesus não tenta amenizar a situação, pois não deseja que seu segmento seja irresponsável. Na resposta de Pedro nos lembramos de Josué, pois ambos escolhem seguir com Deus e com a Palavra de Vida Eterna.
Quanto a nós, vamos sair no mundo cientes de nossa escolha, comprometidos com a Palavra de Vida Eterna. Vamos promover a amizade social, a justiça e a paz; cuidar das pessoas – em especial das periferias sociais e existenciais – garantido a dignidade humana e a vida plena; dar muita atenção às necessidades da mãe terra para restaurar o equilíbrio e buscar o bem viver; firmes na caminhada até a terra sem males.
A todas as pessoas que essa mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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