A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre o compromisso que assumimos ao afirmar que seguimos Jesus. Nos indaga sobre nosso código de conduta; nos questiona a respeito do nosso compromisso e de como devemos nos relacionar com as pessoas à nossa volta.
Na primeira leitura, Moisés chama o povo de Israel para lhes apresentar os mandamentos de Deus e lhes ensina que a opção de observa-los é prova de sabedoria. Fica claro que seguir os preceitos divinos é mais que um discurso e sim uma forma de viver e de agir. Aliás, o salmo nos mostra isso quando nos diz que quem morará na casa do Senhor é aquele/aquela que fala a verdade e não faz mal às pessoas.
Na segunda leitura, Tiago, da mesma forma, propõe que não sejamos apenas ouvintes inertes e sim praticantes da Palavra. Lembra que a “religião pura e sem mancha” é um compromisso com as periferias necessitadas e a busca de se afastar do que é mal.
No Evangelho, Jesus é confrontado com pessoas presas a uma visão antiga da Fé, que se preocupavam em cumprir os ritos de forma sistemática, que honravam a Deus com os lábios, mas não com o coração. Por isso, Ele ensina que devemos observar o coração das pessoas, pois é no interior de cada uma que reside ou não a pureza. Esta não é algo externo que nos torna maus ou que nos contamina, de fato se tivermos a Palavra de Deus em nós seremos puros e praticantes do bem.
Quanto a nós, vamos sair no mundo com nosso coração transbordando a Palavra de Deus e agir como tal. Empenhemo-nos em acudir as periferias sociais e existenciais em suas necessidades, em não fazer mal a ninguém, em promover a vida e a dignidade humana, em acolher as pessoas e construir uma sociedade com paz e justiça, sem nos descuidar do cuidado com a mãe terra para que todos cheguemos na terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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