A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre como quem segue Jesus deve se portar frente aos dons de Deus e aos bens do mundo. Enquanto nossa sociedade nos ensina uma postura egoísta e individualista, somos chamados a partilhar com alegria.
Na primeira leitura, Moisés nos ensina a partilhar o que recebemos de Deus. Por necessidade do povo seus dons foram divididos com outras pessoas por algum tempo, porém outros dois receberam – de forma inesperada – a mesma graça. Josué não entende que o desejo do Pai é que sejamos generosos com o que Ele nos dá e pede a Moisés que tome providências. A resposta mostra que os dons divinos devem ser pensados para o bem comum de toda a comunidade e não para o favorecimento individual.
Na segunda leitura, Tiago faz uma dura crítica aos ricos e os adverte afirmando que estão prestes a cair em ruína. Tudo aquilo no qual eles baseiam suas vidas irá desaparecer, isso devido à sua atitude egoísta de acumular os bens para si ignorando as necessidades dos outros! A verdade é que todo acúmulo de bens diante da situação de necessidade dos outros é errado. A concentração de bens que gera desigualdade é pecaminosa.
No Evangelho, Jesus aproveita que João se comporta como Josué na primeira leitura e nos mostra dois grandes ensinamentos. Não adianta ter apenas uma aparência de bondade, o que é necessário é ser radicalmente inclusivo. Nossa opção primeira é ter as pessoas conosco.
Quanto a nós, vamos sair no mundo para ensinar o amor que acolhe e partilha, pensar uma comunidade de fé que divide seus dons para o bem comum e criar uma sociedade que coloca a dignidade como base. Vamos dividir os dons – principalmente com as periferias sociais e existenciais – para que haja vida em plenitude e cuidar da casa comum para irmos juntos para a terra sem males.
A todas as pessoas que essa mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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