“Florir onde o Senhor me plantar”
(Frase atribuída a S. Clara de Assis).
Este pensamento clariano pode nos impulsionar a refletir sobre a inquietude em que vivemos nestes tempos. Admiramos muito “a grama do vizinho”. Preferimos o padre da internet, enquanto preterimos nosso pároco. Preferimos aquele grupo da Internet, enquanto não me comprometo com minha comunidade paroquial. Vivo em busca de ir longe, no desejo de saciar a sede de adequar-me. Encontrar meu lugar no mundo. Ora, nosso lugar é onde estamos. Onde Deus, em sua infinita sabedoria, nos plantou.
O pároco não comunga de suas ideias? Ajude-o a abrir seus horizontes. A experimentar uma conversão pastoral. Sua comunidade não é tão agradável quanto aquele grupo de internet? Ora, seja comunidade. Você é elemento transformador. Você reflete seu mundo e seu mundo reflete você. Não adianta ter centenas, milhares, milhões de amigos virtuais, seguidores, likes, compartilhamentos… O céu se constrói com sangue, suor, lágrimas. Vida fraterna se constrói de abraços, palavras ao pé do ouvido, calor humano. Não com curtidas, compartilhamentos. A vida não é um store das redes sociais. A vida é a história que se constrói concretamente.
Vamos abraçar quem está ao lado. Ouvir, falar ao pé do ouvido. Viver o Reino de Deus, carne na carne. O projeto de Jesus não é uma plataforma digital. É a transformação da sociedade pelos valores do Evangelho. Transformar lágrima em sorriso, dor em bem estar, morte em vida. Isso se faz com doação, não por wi-fi.
A Igreja é o povo que é povo com você. Não quem lhe segue em uma rede social.
Seja comunidade humana. Comunique-se com o calor próprio do ser humano. O Evangelho é para salvar vidas. Não gerar engajamento. A comunicação do evangelho é pelo amor traduzido em gestos concretos. Não pela linguagem binária do zero ou um.
Pense nisso! Seja plantinha de Deus que floresce onde ele lhe plantou!
Pe. Hermes A. Fernandes
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