A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre as consequências de se fechar ao amor, de se ter um coração duro, que se preocupa mais com as regras do que com as pessoas e nos afasta de Jesus e da sua santidade. Devemos sempre optar por amar a toda a Criação.
Na primeira leitura, Deus cria o mundo e dá vida a Adão, mas o Pai não deseja que ele fique só. O Senhor deseja que as pessoas tenham vida plena e com relações que nos complementem. Além disso, quando pede para Adão dar nome às criaturas, Deus nos mostra a nossa corresponsabilidade com a sua Criação.
Na segunda leitura, o autor faz questão de enfatizar a natureza humana de Jesus e nos lembrar que Ele se dispôs seguir até a morte para garantir “a graça de Deus em favor de todos”. Me chama atenção que Jesus – o santificador – sempre agiu na direção do amor e não nos esquemas duros dos julgamentos religiosos.
No Evangelho, Jesus mostra seu amor às periferias da sociedade, pois as mulheres e as crianças eram pessoas desprovidas de quase todos os direitos, segundo as regras da época. Ele nos ensina que não se pode tratar as pessoas como se fossem descartáveis, mesmo que a lei autorize. Além disso – ao chamar as crianças – nos lembra que toda a pessoa é digna e é amada por Deus.
Quanto a nós, vamos sair no mundo com um coração cheio de amor; vamos valorizar cada pessoa e afirmar que as relações humanas devem ser baseadas no amor. Precisamos nos comprometer com a dignidade dos indivíduos e garantir vida plena a todas as pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais – e indo além buscar uma sociedade com paz e justiça social, marcada pelo cuidado com a mãe terra e a busca do bem viver até o dia que cheguemos na terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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