“Seguir Jesus é cuidar das periferias” | Reflexão do Diácono Bernardo Rangel Tura para o 30º Domingo do Tempo Comum

A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre como o seguimento de Jesus nos leva a ter um olhar cuidadoso com as pessoas em nossa volta e que devemos nos dedicar a criar um mundo que coloca as pessoas mais fracas no centro da sociedade.

Na primeira leitura, Jeremias nos narra a volta do Senhor e a Salvação do Seu povo, mas me chama a atenção como este é designado como sendo “o resto de Israel”, que vem das extremidades da terra. Não são pessoas notáveis e sim sofridas que chegam entre lágrimas, que precisam de atenção: cegos, aleijados, grávidas … O Salmo nos lembra que nossa missão é estar junto dos que sofrem quando nos fala: “Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria”.

Na segunda leitura, nos lembra o que significa ser Igreja num mundo onde há pessoas que sofrem. É se entender como parte do povo, que se coloca a serviço deste com compaixão, pois é ciente de suas fraquezas e não busca honra de forma alguma.

No Evangelho, Jesus está a caminho, na periferia da cidade, quando uma pessoa marginalizada clama por Ele. É o cego Bartimeu, que é parte do resto de Israel e o que se segue é surpreendente. Jesus chama aquele que é excluído, que fora descartado e o coloca no meio de todos, logo em seguida mostra que devemos dar voz aos que estão nas margens da sociedade. Ou seja, primeiro cura a sociedade doente, para depois curar o corpo doente.

Quanto a nós, vamos sair no mundo atentos às necessidades das pessoas – principalmente das periferias sociais e existenciais – buscando produzir uma sociedade com paz e justiça, que garanta a vida plena e a amizade social, que esteja atenta para acolher e incluir as pessoas e que busque restaurar o equilíbrio com a mãe terra, até que cheguemos na terra sem males.

A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura


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