A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre o que significa ser santo. Se a santidade é um atributo divino, quais são os atos que podem tornar uma pessoa santa? A resposta é desconcertante: são os atos de amor que nos tornam santo e, portanto, a santidade é algo muito mais comum do que se pensa.
Na primeira leitura, João nos fala das revelações que teve em suas visões e nos relata sobre a grande procissão dos santos, que é uma “multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar”. Não são poucas as pessoas santas. Elas não pertencem a um povo ou a uma forma de adorar a Deus, mas ele não fala como chegar nessa procissão.
Na segunda leitura, João continua nos falando sobre o presente de amor que recebemos: “sermos chamados filhos de Deus”. Se a pessoa é filha de Deus deve ter as outras pessoas como suas irmãs e isso implica em uma mudança de pensamento, ou seja, em conversão. Quando muitos vivem numa cultura do descarte é normal não reconhecerem esse tipo de ação como a essência da santidade.
No Evangelho, Jesus nos mostra oito condutas de santidade e o que me chama atenção é que todas são sobre a relação entre as pessoas e sempre na direção de amar as pessoas e de produzir o bem comum. É claro que a santidade irá ser oposta às condutas dos que desejam o poder e dos que vivem da ganância e, neste caso, quem escolhe amar e aumentar o bem comum irá ser perseguido.
Quanto a nós, vamos sair no mundo e amar a todas as pessoas. Nosso compromisso com o bem comum nos leva ao encontro das periferias sociais e existenciais e à busca de suprir suas necessidades. Esta deveria ser nossa prioridade, além disso é preciso criar uma sociedade justa e fraterna e uma boa relação como a mãe terra. Assim seguiremos juntos para a terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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