“Uma Igreja pobre para os pobres” | Reflexão para o 32º Domingo do Tempo Comum, com o Diácono Bernardo Rangel Tura

“Uma Igreja pobre para os pobres”


A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre a natureza da Igreja e a sua missão no mundo. Nesse sentido acredito que precisamos pensar numa Igreja simples, com a opção preferencial pelos pobres e que confia nos auxílios no momento oportuno.

Na primeira leitura, Elias está em meio a uma grande seca e poderia buscar a casa dos ricos para garantir seu sustento, mas se hospeda na casa de uma viúva, que não tem mais nada. O milagre que se segue poderia ter ocorrido em qualquer outra casa, mas a que recebeu foi uma excluída de tudo e que confiou em Deus. O compromisso com a vida passa por cuidar das pessoas.

Na segunda leitura, vemos a eficácia do sacrifício de Cristo “para tirar os pecados da multidão” e isso me lembra a necessidade de uma Igreja de portas abertas para acolher a todas as pessoas, sem me esquecer do compromisso pastoral, como diz o salmo. É preciso fazer justiça aos oprimidos, alimentar os famintos, libertar os cativos e cuidar dos marginalizados.

No Evangelho, Jesus está no templo e observa algo tão injusto que não pode ficar calado, por isso denuncia a proposta de uma Igreja “com roupas vistosas”, que busca os primeiros lugares da sociedade e que apela para a riqueza. O que Jesus pede é uma Igreja que seja pobre, autêntica e voltada para os mais necessitados. O que mais me impressiona é que logo em seguida Ele elogia uma viúva e nos lembra que o resto de Israel sempre caminha com a Igreja.

Quanto a nós, vamos sair no mundo e ser uma Igreja pobre para os pobres, para as periferias sociais e existenciais. Ser uma Igreja samaritana, que acolhe e cuida; uma Igreja sinodal e em saída, que busca a paz, o cuidado com a casa comum e a amizade social; uma Igreja Madalena que anuncia ao mundo, com fé e coragem, o Reino de Deus.

A todas as pessoas que essa mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura


Um comentário em ““Uma Igreja pobre para os pobres” | Reflexão para o 32º Domingo do Tempo Comum, com o Diácono Bernardo Rangel Tura

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  1. Meu caro irmão, parece que a Igreja atual não aprendeu com o ensinamento de Jesus. Ele denuncia as autoridades religiosas explorando os empobrecidos/as do seu tempo e o que vemos hoje em nossas tradições de fé? Não seria a mesma prática?

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