A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre a nossa preocupação quando ouvimos falar sobre o fim dos tempos. De alguma forma muitas pessoas querem nos deixar ansiosos ou com medo do que virá. Penso que esta preocupação é injustificada, pois o que deve nos preocupar é o como viver cada momento de nossas vidas e o que os sinais dos tempos nos mostram.
Na primeira leitura, Daniel nos fala que “será um tempo de angústia”, mas nos promete que este será o momento da Salvação das pessoas que seguiram com Deus apesar das dificuldades, que isto demanda. De fato, escolher trilhar o caminho do amor às pessoas é a opção que nos coloca neste grupo, mesmo que soframos angústias e decepções nessa trajetória.
Na segunda leitura, observamos o compromisso de Jesus com a salvação da humanidade e isto nos lembra de uma lição importante: para estarmos à direita de Deus é preciso o compromisso de servir às pessoas, afinal a santidade não se limita a não fazer o mal é necessário fazer o bem.
No Evangelho, Jesus nos fala sobre o fim do mundo e, infelizmente, muitos ficam preocupados com as tribulações ou com os sinais no céu e não percebem a maravilha da promessa de salvação das pessoas dos quatro cantos da terra. Isto ocorre talvez porque ainda não tenhamos aprendido a lição da figueira, ainda não nos preocupamos com os sinais dos tempos e este VIII Dia Mundial dos Pobres lembra a necessidade de promover a justiça social e ambiental, ouvindo o clamor da terra e dos pobres.
Quanto a nós, vamos sair no mundo caminhando com Jesus e semeando o amor, o acolhimento e a inclusão. Vamos assumir o compromisso com a vida e a dignidade humana; promover a paz e a amizade social; cuidar da casa comum. Sim, essa caminhada será difícil e com tribulações, mas no fim chegaremos na terra sem males.
A todas as pessoas que essa mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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