“Devemos nos transfigurar” | Reflexão para o 2° Domingo da Quaresma, com Diácono Bernardo Rangel Tura

A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre como Jesus se mostra ao mundo e se nós queremos ou não ser a imagem d’Ele para as outras pessoas. Nos dias atuais muitos são os que criam algo semelhante a Deus, mas pergunto se isto reflete realmente o que nosso Mestre ensinou.

Na primeira leitura, o Senhor promete a Abraão uma descendência tão numerosa que não poderia ser contada. Ele, apesar de achar justa a recompensa, fica em dúvida se é possível que isso aconteça e, por isso, Deus manifesta para ele a sua glória. Isso me faz lembrar das palavras de Jesus sobre Zaqueu. Este também é um filho de Abraão. De fato – a luz da fé – todas as pessoas são filhas de Abraão e herdeiras da mesma promessa.

Na segunda leitura, Paulo nos lembra que “somos cidadãos do céu”, porém nos adverte sobre os que agem “como inimigos da cruz de Cristo”. São pessoas que vivem para seus próprios interesses, alheios ao sofrimento e às necessidades das outras pessoas. Estes odeiam os imigrantes e refugiados e desejam afastar de perto deles os que estão em situação vulnerável, não têm amor ou solidariedade, o fim deles é a perdição.

No Evangelho, Jesus – sabendo dos desafios futuros – se mostra glorioso para seus discípulos mais próximos. Eles imediatamente querem ficar ali, pois é algo muito prazeroso. Porém o plano divino é outro e eles são chamados a descer do monte, pois é no meio do mundo que iremos agir como discípulos do Mestre e é por isso que Deus nos lembra de ouvir a voz do Filho amado.

Quanto a nós, vamos sair de nosso monte e levar o amor de Deus ao mundo e, seguindo as Palavras de Jesus, atender as necessidades das pessoas – principalmente das periferias sociais e existenciais -; acolher aquelas que encontrarmos e incluí-las em nossa comunidade; proteger a vida plena e restaurar a nossa casa comum, para um dia chegarmos à terra sem males.

A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura


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