A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre a nossa relação com Deus e com as pessoas. Fala de como nosso compromisso com o Senhor se manifesta no mundo. Muitos querem nos trazer uma visão de fé centrada num compromisso individual e sem a necessidade de produzir frutos.
Na primeira leitura, Moisés se encontra com o próprio Deus e recebe a missão de guiar o povo para a terra prometida, mas o que me chama atenção é o Senhor afirmar que ouviu o clamor e viu a aflição das pessoas que sofriam e, por isso, desceu para libertá-las da opressão. Deus está no meio de nós e se preocupa com a injustiça e o nosso sofrimento.
Na segunda leitura, Paulo nos lembra que é necessário ter fidelidade com o que Deus nos ensinou, porém pensando na leitura anterior acho que devemos entender que esse compromisso não é individual e sim aberto para a necessidade das pessoas à nossa volta.
No Evangelho, Jesus, ao comentar sobre as mortes relatadas, nos mostra que não devemos entender isto como condenações individuais ou penas por pecados e sim um chamado para conversão e nos lembra da figueira. Esta árvore precisa dar frutos que servem para outros seres e não para si própria. Quando isso não ocorre ela perde toda a sua essência e quem a plantou quer se livrar dela, porém vemos que as pessoas se preocupam com a árvore e buscam ainda um novo rumo para ela. Isso me leva a refletir se o que devemos buscar é mais uma vivência de fé encarnada e comprometida com os dramas e necessidades das pessoas do que uma abordagem individualista e egoísta.
Quanto a nós, vamos sair no mundo e reconhecer que muitos dos seres vivos precisam de nós, que existem periferias sociais e existenciais, que aflitas por seus sofrimentos clamam por justiça e cuidado, que a casa comum busca também em nos libertar desta agonia e que precisamos nos comprometer com uma mudança que valorize a vida, se comprometa com a inclusão social e o diálogo amoroso. Esta é uma caminhada difícil, mas não nos esqueçamos que Ele está no meio de nós.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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