“Precisamos ser novas criaturas” | Reflexão para o 4º Domingo da Quaresma, com Diácono Bernardo Rangel Tura

A Palavra de Deus neste domingo me fez entender a necessidade de repensar as nossas vidas. Precisamos ser novas criaturas, que acreditam e vivem intensamente a misericórdia divina e, por isso, estão dispostas a novos recomeços, mas sempre abertas às pessoas que encontrem pelo caminho.

Na primeira leitura, vemos o povo que passou 40 anos no deserto, alimentados pelo Senhor, diante de um novo começo, uma nova vida que lhes aguardava. Frente às incertezas desta caminhada, a experiência do Amor de um Pai misericordioso deve ter sido um grande alento.

Na segunda leitura, Paulo nos chama para sermos novas criaturas. Fico pensando que se Jesus não nos imputou as nossas faltas, porque nós temos que ficar fixados nas faltas alheias? Não seríamos embaixadores de Cristo muito melhores mostrando a misericórdia em vez da condenação?

No Evangelho, Jesus se depara com pessoas que buscam condenar e não amar, por isso conta uma parábola de um pai amoroso que aceita as escolhas de seus filhos, mesmo que não lhe sejam agradáveis, que os acolhe de volta sem dar espaço para acusações e humilhações e que vai buscar seu filho intolerante para reunir sua família. A proposta é que os dois filhos sejam novas criaturas através da misericórdia do pai e que, um redimido e o outro convertido, possam agora viver numa família cheia de amor.

Quanto a nós, vamos sair no mundo como novas criaturas e espalhar nosso amor e o cuidado com as pessoas, especialmente as que estão nas periferias sociais e existenciais. Precisamos de uma sociedade onde as pessoas sejam como uma grande família e que haja lugar para quem encontrarmos pelo caminho, que nossa prioridade seja amar e não condenar. Vamos cultivar a amizade social e o bem viver, buscando restaurar a casa comum para que todos tenham vida em plenitude, até o dia que cheguemos na terra sem males.

A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura


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