O Messias esperado pelos pobres, é perseguido e morto pelos poderosos

Reflexão para o Domingo de Ramos da Paixão de Nosso Senhor

Por Pe. Hermes A. Fernandes

Neste domingo iniciamos o ponto central do Ano Litúrgico. A semana em que vivenciamos a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Mistério Pascal. Na celebração do Domingo de Ramos da Paixão de Nosso Senhor, temos dois textos do Evangelho de Lucas. O Evangelho para a Procissão de Ramos (Lc 19,28-40) e da Missa (Lc 23,1-49). Vamos acompanhar Lucas até Jerusalém, experimentar com ele o Mistério da Paixão.

Iniciemos nossa reflexão com o texto do Evangelho para a procissão de Ramos: Lc 19,28-40. Jesus chega a Jerusalém, capital do povo judeu. Enquanto contexto, este povo estava sob a ocupação romana e sob o braço forte do judaísmo normativo. De um lado a exploração por parte do colonizador. Do outro, a religião que oprime, marginaliza e exclui. Diante de Jesus, duas reações diferentes: o povo pobre o aclama como o Rei-Messias, instaurador da justiça e da paz. Libertador dos pobres e fracos (cf. Lc 19,29-40). Em contrapartida, as autoridades sentem-se ameaçadas no seu status quo, que repousa confortavelmente na atitude injusta de promover e manter a desigualdade. Temem que o movimento de Jesus provoque a transformação da situação, algo prejudicial para as autoridades do poder-religião. E, ao entrar em Jerusalém, o povo clama “Hosana”, ou seja: Salva-nos, agora! Imagine como estas aclamações incomodaram os que detinham o poder em Jerusalém? E Jesus responde ao apelo do povo. O confronto com as realidades que massacravam os pequenos acontece (cf. Lc 22,1-38). Como resultado, é condenado à morte na Cruz.

Para entender o sofrimento daqueles que clamavam por libertação, precisamos ler a história, dentro da história. Qual a realidade daquele povo que gritava por salvação? Mateos e Camacho (1992, p. 9), ao escreverem sobre o contexto sociopolítico da época, relatam-nos que Jesus nasceu sob o reinado de Herodes I, o Grande (Mt 2,1), que era rei vassalo do imperador romano. Quando Herodes morreu (ano 4 d.C.), o reino foi dividido entre seus três filhos, com o consentimento do imperador Augusto, que não dando atenção ao testamento de Herodes, simplesmente não outorgou o título de rei a nenhum dos três. A Arquelau couberam como etnarca ou régulo a Judéia, província do sul, e a Samaria, província do centro (Mt 2,22). A Herodes II Antipas coube como tetrarca ou vice-rei a Galileia, província do norte, e a Transjordânia (Jo 6,1.23). E Felipe herdou como tetrarca o território a leste do Jordão e do lago da Galiléia até o norte (Mt 16,13 e paralelos). Arquelau foi deposto e exilado pelo imperador Augusto por causa de sua crueldade. Roma nomeou um procurador para ocupar seu lugar (ano 6 d.C.). Herodes Antipas governou até 39 d.C., quando foi deposto e exilado pelo imperador Tibério. Sua tetrarquia passou a ser de responsabilidade da província romana da Síria. Felipe ficou no cargo até sua morte (ano 33/34 d.C.). Seu território também ficou dependendo da Síria.

Theissen e Merz (2002, p. 171) relatam-nos que a primeira aparição pública de Jesus foi entre 26 e 29 d.C. Nessa época a Galileia vivia profundas tensões estruturais entre judeus e gentios, cidade e campo, ricos e pobres, governantes e governados. Ao proclamar a mudança de todas as coisas que já começava no presente, Jesus encontrou ouvintes que tinham inúmeras razões para ansiar por essa mudança.

O sistema judeu teve muita liberdade nas questões referentes aos assuntos internos e de autogoverno, durante o regime dos procuradores. Após a saída de Arquelau (ano 6 d.C.), passou-se de um governo monárquico para outro, de constituição aristocrática; confiou-se ao Sinédrio ou Conselho supremo a responsabilidade da nação, com plenos poderes legislativos e executivos. O sumo sacerdote passou a ser qualificado como Chefe de Estado. Entre os anos 4 e 41 d.C., o sumo sacerdote era designado pela autoridade romana, legado da Síria ou pelo procurador da Judéia (MATEUS; CAMACHO, 1992, p. 13).

Esta dupla influência, uma romana e outra judaica, com seus sistemas legais e instituições jurídicas próprias, foi motivo permanente de conflitos, embora neste regime os judeus tivessem certa autonomia (MATEOS; CAMACHO, 1992, p. 15). O Sinédrio era composto pelos sumos sacerdotes, anciãos e escribas. As pessoas empobrecidas pelo sistema, as que não se enquadravam nos padrões estabelecidos da época, sempre eram colocadas à margem da sociedade. Em função dessas influências, tanto dos romanos como dos judeus, Jesus desfez relações com muitos esquemas tradicionais nas esferas políticas, sociais, religiosas, econômicas, entre outras, que produziam opressão e exclusão.

Como aponta Nolan (2007, p. 136), no mundo judaico, não havia distinção entre política e religião. Questões como política, sociedade, economia e religião eram consideradas pela ótica de Deus e sua Lei.

Naquela época, a unidade política se assemelhava à unidade econômica e religiosa. Internamente, a religião ditava as regras, os valores e as metas da política pela articulação e expressão da religião. Neste sentido, funcionários religiosos eram também personagens políticos, cujo foco estava na divindade como fonte de poder e força, de quem vem a ordem, o bem-estar e a prosperidade tanto para o corpo político, quanto para os detentores do poder (MALINA, 2004, p. 33).

Por isso, para Theissen e Merz (2002, p. 467-500), a própria morte de Jesus teve um profundo caráter político, uma vez que foi assassinado numa cruz, coroado com espinhos, como alguém que foi acusado de ambicionar ser Rei de Israel. Sua morte é o ápice das consequências provocadas pelas tensões e conflitos de um homem carismático que veio do campo, anunciando uma mudança cósmica que transformaria a tudo, inclusive o Templo com os detentores e defensores do status quo.

Enfim, a pregação do Reino de Deus possuía aspectos politicamente explosivos, com grandes implicações para a época.

Entendido o contexto do confronto de Jesus com os poderosos em Jerusalém, passemos ao relato lucano da Paixão, Evangelho da Missa do Domingo de Ramos, Lc 23,1-49.

Jesus incomoda. É como um alimento que as autoridades não conseguem digerir. No relato anterior à versão presente na Liturgia deste Domingo de Ramos, Jesus foi traído, levado às autoridades judaicas que o condenou manipulando a Lei. Por mais que Jesus fosse odiado pelo poder do Templo e ter este poder conspirando contra ele, havia um problema que o Evangelho de João nos informa: o Sinédrio podia julgar qualquer pessoa do povo, e até condená-lo à morte; todavia, não podia executar a sentença (cf. Jo 18,31). Isto era reservado ao poder romano. Ao Sinédrio se aflorava uma questão: como convencer ao Império Romano da necessidade da morte de Jesus? A desculpa de um “motivo religioso” não parecia suficiente para uma pena de morte. Diante do poder romano, a causa devia ser política, e – certamente – contra as políticas do Império Romano. E, mais uma vez, o Sinédrio recorre à conspiração para obter a condenação de Jesus. Era preciso convencer o governador romano da necessidade daquela sentença.

Para bem entender o julgamento que se procede, faz-se necessária a informação de que Pilatos não ficava sempre em Jerusalém. A presença do governador romano na festa da Páscoa se justifica pelo desejo de manutenção do poder. Sua missão principal ali era reprimir de forma eficaz quaisquer focos de rebelião. Para tanto, hospedava-se na fortaleza de Antônia, na parte noroeste de Jerusalém. Estando o governador ali, o Sinédrio não tinha outra alternativa a não ser apresentar Jesus ao governador para confirmar e executar a sentença de morte. E apresentam-no a Pilatos.

Começa o debate. Apresentam-se as acusações. Jesus era um homem perigoso, segundo seus acusadores. Como argumento, definem-no como subversivo, provocador de distúrbios nos três pilares fundamentais de qualquer sociedade: a economia, a política e a ordem. Neste sentido, elaboraram a acusação nestes três pontos:

  1. Os discursos de Jesus atentam contra a economia, segundo o Sinédrio. Afirmam que Jesus proibia que se pagassem impostos à Roma, distorcendo Lc 20,20-25.
  2. Jesus ameaça a conjuntura política. “Ele afirmou ser o Messias, o Rei.” Com isso, o Sinédrio acusava Jesus de usurpar o poder. Ameaçando o imperador romano.
  3. Jesus promove ideologias, doutrinando o povo de forma subversiva. Os ensinamentos de Jesus insuflam a revolta contra a “ordem estabelecida”. Se essas acusações fossem hoje, iriam acusar Jesus de ser de esquerda, ou – até mesmo – de ser comunista.

Entre mentiras, trapaças e ameaças veladas, o governador romano é dissuadido a executar a sentença de Jesus à morte. Ironicamente, Pilatos proclama por três vezes a inocência do réu, mas o Sinédrio não se deixa abater em seu objetivo de condenar Jesus. O cenário do julgamento de Jesus se transforma em um jogo de interesses e desinteresses. De morde e assopra. De toma lá, dá cá. Pilatos não quer assumir a culpa da morte daquele homem, enquanto o Sinédrio mantem-se obcessivamente neste objetivo. Pilatos afirma não ver culpa no acusado, transfere o caso para Herodes – por ser Jesus um galileu, sugere um ato de indulgência, propondo a escolha entre um inocente e um criminoso conhecido, Barrabás. Não obstante suas tentativas de preservar a vida de Jesus, sob a ameaça de uma insurreição, Pilatos “lava as mãos”; apresentando ritualmente seu protesto diante de tal covardia. O governador romano sabia da conspiração, percebe o interesse maquiavélico do Sinédrio, mas – diante do ardor dos debates e das reações inflamadas do povo – cede à insistência deles. Melhor que somente Jesus morra do que muitos outros pela violência de uma revolta popular, uma guerra civil em Jerusalém, como insinuara Caifás (cf. Jo 11,49-53).

No Evangelho de Lucas, o momento culminante da vida de Jesus é seu confronto com a cidade de Jerusalém, com os poderes que mantêm o povo submisso, explorado e marginalizado. Incapaz de participar da sociedade de forma digna e de contribuir na construção da história. Como legítimo representante deste povo, Jesus é condenado à morte, e isso traz o julgamento de Deus sobre as formas que dominam a sociedade e a história. Não é só Jesus que é julgado pelos poderes constituídos, é todo o povo que tem nele sua esperança, suas legítimas aspirações. O Messias dos Pobres é traído, julgado por um tribunal corrupto, massacrado pela tortura, condenado à morte.

O relato lucano segue apresentando o espetáculo da violência. O caminho do calvário é a personificação em Jesus do sofrimento de todo o povo de Deus. Faz-nos lembrar do Servo Sofredor de Isaías, que afirma ter ele tomado sobre si nossas dores (cf. Is 53,1-9). Jesus personifica as dores de todos os sofredores. A história bíblica conta que desde os tempos de Abraão (1850 a.C.), pessoas inocentes são massacradas pela violência dos poderosos, exploradores, injustos, opressores, mentirosos. O sofrimento de Jesus ao caminho do calvário abraça o sofrimento de todos os pobres e sofredores ao longo da História da Salvação.

Lucas é bem sucinto em seu relato sobre o caminho do calvário e a morte na Cruz. Jesus é crucificado entre dois criminosos. Isso é uma leitura de Is 53,12, salientando que o enviado de Deus seria considerado como criminoso. Por que? Porque para os poderosos é crime desejar que todas as pessoas tenham vida plena e agir para que isso se faça uma realidade. Falar de igualdade, de respeito ao Direito e à Justiça; é considerado crime por aqueles que querem explorar, oprimir e massacrar. O projeto do Reino de Deus é um projeto de libertação. Onde serão derrotadas todas as formas de sofrimento humano. Onde a vida do homem e da mulher é ressignificada pelo Amor de Deus. O sofrimento no caminho do calvário e a morte de Jesus na Cruz parecia uma vitória temporária daqueles que se apoderaram da imagem de Deus. Daqueles que se sentaram nas cadeiras da ganância, do apego à riqueza, da busca pela fama e prestígio, do vício pelo poder. Pessoas obcecadas por tudo que é contrário à vontade de Deus, mas – muitas vezes – usam do nome dele, o Deus da Vida, para promover sofrimento e morte. Assim eram os fariseus, mestres da lei e demais detentores do poder religioso. Matar Jesus era a forma de garantir as regalias dos conspiradores da religião opressora.

E o povo assistia a Jesus carregando a Cruz e depois sendo nela morto. O que pensavam? O que diziam? Muitos só choraram uma dor profunda. Sem coragem de protestar diante de tamanha injustiça. Estavam como que testemunhas passivas, ou mesmo impotentes, diante do espetáculo da violência e da tirania.

E, depois de muitos escárnios, atos de violência; após seu corpo ter sido torturado e pregado na Cruz, a vida o abandona. Chega! É preciso descansar. O Filho de Deus deu sua vida, irrigou seu amor com o próprio sangue. Mesmo que parecesse uma derrota para o projeto da Vida, foi nessa hora que o sonho de Deus para seus filhos e filhas – de fato, triunfou. A morte de Jesus, o cenário no qual se encerra o relato do Evangelho deste Domingo de Ramos, proclama a Vida. Por algum tempo, por três dias, vão acreditar que o sonho por liberdade e vida foi derrotado pela opressão e pela morte. Ledo engano.

Após três dias, santas mulheres – entre elas Maria Madalena, a quem muito amamos – testemunharam e proclamaram: ressuscitou! (cf. Lc 24,1-5). Mas isso é tema para uma reflexão próxima.

Enquanto isso, inspirados nas celebrações litúrgicas desta Semana Maior, fazendo memória da Paixão de Jesus, não nos esqueçamos da paixão de nosso povo. Nos pobres, explorados, excluídos, perseguidos e marginalizados; Jesus é igualmente massacrado. No sofrimento de cada um dos vulneráveis e oprimidos, repete-se em Jesus sua Paixão, pois “Desprezado e rejeitado pelos homens, homem do sofrimento e experimentado na dor; como indivíduo de quem a gente esconde o rosto, ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele. Todavia, eram as nossas doenças que ele carregava, eram as nossas dores que ele levava em suas costas.” (Is 53,3-4).

Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

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