“Seguimos Jesus, precisamos gritar!” | Reflexão para o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, com Diácono Bernardo Rangel Tura



A Palavra de Deus no Domingo de Ramos nos leva a uma difícil reflexão, pois assistimos um mesmo ato com duas conotações muito diferentes. Em um momento pedem: “Salva-nos”, em outro momento exigem: “Crucifica-o”. Entender o que leva alguém a escolher um grito ou outro é essencial para nosso testemunho de vida.

Na primeira leitura, Isaías nos fala de uma pessoa que tem a missão de cuidar daqueles e daquelas que sofrem e para isso recebe os dons e a disposição para este serviço, porém a esta pessoa é imposto um sofrimento atroz. Nesta profecia que nos anuncia Jesus é revelada uma verdade essencial: se seguimos com Ele ao encontro dos excluídos ou dos sofredores, teremos o mesmo tratamento que damos a eles e seremos fiéis a Jesus.

Na segunda leitura, Paulo nos fala de como Jesus abandona sua condição divina para vir ao nosso encontro e nos salvar. Esta é a outra lição da Palavra de Deus neste domingo tão difícil: quem segue Jesus não quer glória, fama ou poder e sim busca estar junto das pessoas que precisam ser cuidadas e protegidas, como vimos na primeira leitura.

No Evangelho, os fariseus, os mestres da Lei, os partidários de Herodes e Pilatos estimulam o povo para gritar: “Crucifica-o”, enquanto a samaritana Maria Madalena, a hemorroíssa, a viúva e seu filho, o centurião e o servo amado entre outras pessoas pedem: “Salva-nos”. Hoje somos chamados de acordo com o nosso propósito: se vamos nos comprometer com o projeto divino e seguir com as pessoas que sofrem e são excluídas ou se vamos nos opor a este projeto, buscando poder para oprimir e condenar.

Quanto a nós, vamos sair no mundo com nosso grito; vamos buscar uma nova sociedade com paz e justiça, especialmente para as periferias sociais e existenciais; apelar pela vida em plenitude, pelo compromisso com o acolhimento e a inclusão radical. Precisamos também cuidar da casa comum tão agredida e continuar caminhando até a terra sem males.


A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura


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