“Alegria que transforma a nossa vida” | Reflexão para o Domingo da Páscoa, com Diácono Bernardo Rangel Tura

A Palavra de Deus neste domingo tão especial nos traz um desafio: não basta acreditar na ressurreição de Jesus, é preciso se comprometer com a mudança que esta novidade comporta. Temos que renascer com a esperança de Madalena, que supera o medo e o acolhimento de Pedro, que nos chama a anunciar que todas as pessoas têm lugar no Reino de Deus.

Na primeira leitura, Pedro – que antes teve tanto medo que negou a Cristo – agora proclama com força que Jesus está vivo e ensina que a Boa Nova é dirigida a todas as pessoas como um chamando de inclusão radical: todas as pessoas podem ser salvas. Nossa missão é testemunhar que a vida venceu a morte e que o Reino de Deus já começou.

Na segunda leitura, Paulo nos chama à conversão: “Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto”. Isto significa escolher diariamente a vida nova, transformar nossos valores e prioridades, nosso modo de viver e conviver o mais próximo possível do mandamento do amor que Jesus nos deu, com especial atenção para as pessoas necessitadas ou que sofrem de alguma forma.

No Evangelho, Maria Madalena foi ao túmulo de madrugada. Ela estava com o coração partido, com medo dos que tinham matado Jesus, talvez com a sensação de que tudo havia terminado. Mas a esperança – aquela esperança que brota do amor – foi mais forte do que o medo. Na sequência pascal, ouvimos esse diálogo comovente: “Responde, pois ó Maria: no teu caminho o que havia? Vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado”. Madalena viu para além de um túmulo vazio, ela viu a realização da promessa e se tornou a primeira testemunha da ressurreição. Ela nos ensina que quem ama de verdade não se rende ao medo e que é no encontro com o Ressuscitado que nasce a missão: de que nos sentirmos pessoas amadas e reconciliadas anunciando com alegria e convicção Cristo crucificado e ressuscitado.

Quanto a nós, vamos sair no mundo para anunciar a alegria da Ressurreição; garantir a vida, principalmente das periferias sociais e existências; promover a paz e a justiça e cuidar da casa comum até chegarmos na terra sem males.

A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura


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