A Palavra de Deus neste domingo me trouxe uma reflexão inesperada. É impossível não relacionar as leituras que falam sobre a fé, a misericórdia, o testemunho e a missão com o que o Papa Francisco nos indicou como a forma de ser Igreja.
Na primeira leitura, vemos que os apóstolos foram impulsionados pela Ressurreição e partem em missão, só que fica claro que se trata de uma obra de misericórdia. Eles não estão querendo julgar e condenar e sim de cuidar das pessoas. É a visão da Igreja com hospital de campanha pedida por Francisco.
Na segunda leitura, João nos lembra que seguir com Jesus levando a misericórdia para todas as pessoas irá trazer consequências, mas a novidade da Ressurreição é o estímulo para continuar mesmo nas dificuldades. Isso me lembra que o Papa Francisco afirmava que a Igreja em Saída, mesmo que estivesse acidentada, ferida e enlameada, seria mais interessante do que aquela que estivesse fechada para o mundo.
No Evangelho, Jesus Ressuscitado se apresenta aos discípulos desejando a paz para todos e os chama para missão de levar a misericórdia a todas as pessoas; acolhe com carinho Tomé e lhe pede “não sejas incrédulo, mas fiel”. Este chamado de fidelidade a Jesus se apresenta hoje com a Igreja que acolhe e inclui a todas as pessoas, com o pedido de Francisco para dar espaço para quem encontramos durante nossa missão.
Quanto a nós, vamos sair no mundo! Precisamos ser uma Igreja samaritana que cuida e protege quem encontra pelo caminho, principalmente para as periferias sociais e existenciais; ser uma Igreja que busca a paz e a justiça para construir um mundo melhor e restaurar a harmonia com a mãe terra. É criar pontes para incluir as pessoas. Nossa caminhada será difícil, mas sejamos fiéis e Jesus seguirá conosco até o dia que chegarmos na terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar.
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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