São Paulo Apóstolo: modelo de catequista

Paulo, como bom catequista, soube adaptar o Evangelho aos seus destinatários, usando a mesma linguagem do mundo e da cultura deles. O primeiro a fazer isso foi o próprio Jesus que, sendo um homem do campo, nas parábolas, usava termos familiares ao seu povo, como: semente, ovelha, videira, pastor.

Paulo, que nasceu, viveu e atuou principalmente nas grandes cidades do Império Romano usava outros termos: estádios, competições esportivas, desfiles, armaduras. Certa vez ele dirigiu-se ao areópago, centro da cultura do erudito povo de Atenas. Nesta ocasião ele não tinha o apoio oferecido pelo ambiente religioso da comunidade (o da sinagoga).

Teve que enfrentar o julgamento do mundo pagão, tentando dialogar com uma cultura profana e pluralista, utilizando uma linguagem adequada e compreensível àquele ambiente (At 17,22-31). Ele anunciou o Evangelho através de um lindo discurso, entrando em dialogo com o paganismo, cujos valores e aspirações humanas tinham muito em comum com a mensagem da salvação. Paulo nos ensina a utilizar uma linguagem compreensível na nossa catequese e evangelização. Vivemos no mundo pós-moderno e amplamente pluralista.

O desafio é: como entrar na cultura gerada pelos meios de comunicação? (Documento de Aparecida, 56). Como evangelizar usando as novas tecnologias da comunicação? Paulo soube usar os meios mais rápidos e eficazes de seu tempo. Ele anunciava o Senhor Jesus na sinagoga, na praça pública, à beira do rio, no tribunal e na prisão, de viva voz ou por escrito, com linguagem adequada, sem perder a dimensão humana. Se ele vivesse hoje, para ser ouvido, falaria dos púlpitos mais altos e multiplicaria suas palavras com os meios do progresso atual: imprensa, cinema, rádio, televisão, DVD, satélite, internet… O seu exemplo nos impulsione a usar todos os meios e circunstâncias para tornar conhecido e amado Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.   

Paulo foi chamado para anunciar a Boa Nova aos que não pertenciam ao povo judeu. Estendeu seu trabalho missionário a numerosos povos e nações. Ansiava por chegar aos confins do mundo, como era desejo e ordem de Jesus Cristo, com quem ele se identificou. Os primeiros cristãos sentiram logo a necessidade de conhecer mais o amigo Jesus, a sua história, as suas opções, o seu estilo de vida.

Graças à catequese, ao ensino e à pregação dos apóstolos puderam saber mais e, sobretudo, seguir os passos do Mestre, tornando-se discípulos dele, vivendo de um jeito novo, assumindo com coragem a sua causa, o Reino de Deus.

Pe. Felipe Rota Mártir, sx
Colaborou: Missionários Xaverianos


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