A Palavra de Deus neste domingo nos chama a pensar sobre o que nos une. Se seguimos a Jesus e ao mandamento de amar as pessoas, então o que devemos buscar, qual deveria ser o nosso objetivo? A resposta é ao mesmo tempo simples e comprometedora: devemos buscar a paz de forma integral.
Na primeira leitura, vemos Paulo diante de uma controvérsia. Ou seja, o problema não são as opiniões divergentes e sim a postura de impor uma visão de fé, posto que a opressão não combina com a mensagem libertadora de Jesus. Neste caso, a solução foi um concílio, uma visão sinodal de Igreja, onde foram reunidos os apóstolos e parte do povo de Deus e juntos concluíram que as pessoas têm direito de seguir o caminho que escolherem para chegar até Jesus. As restrições feitas não são por uma questão legalista, mas pra mais expressões de respeito mútuo, que buscam manter a unidade na diversidade.
Na segunda leitura, João nos fala da Jerusalém Celeste. Uma realidade que só pode ser alcançada se buscarmos criar um mundo de justiça e paz para que Deus venha ficar no meio de nós. Nesse dia não haverá mais dor ou lágrimas, pois nossa alegria será plena.
No Evangelho, Jesus nos chama a guardar sua Palavra para vivermos junto d’Ele, como vimos na segunda leitura, e nos dá um presente: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. Este presente nos compromete com a busca pela convivência harmoniosa com toda a Criação e com uma ética de vida integral. Sabendo quanto isso é difícil, Ele nos deu um Defensor, que nos lembrará de seu mandamento.
Quanto a nós, vamos sair no mundo buscando a paz integral, garantindo a justiça – principalmente para as periferias sociais e existenciais –, procurando um diálogo amoroso para construir a amizade social, que inclui todas as pessoas, onde existam relações recíprocas de amor entre as pessoas e com a mãe terra, até o dia que chegaremos juntos na terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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