Por que alguns rezam o Pai Nosso dizendo “perdoai as nossas ofensas” e outros dizem “perdoai as nossas dívidas”?

Por Aíla Luzia Pinheiro de Andrade

Desde muito tempo, os cristãos rezam a oração que Jesus nos ensinou: o Pai Nosso. Ora, o Pai Nosso foi tirado dos Evangelhos de Mateus e Lucas, como já foi dito anteriormente. Todos os Evangelhos foram escritos em grego. Para o Pai Nosso ter chegado até nós foi preciso que ele fosse traduzido do grego para a nossa língua.


Em tempos remotos, os cristãos rezavam “perdoai as nossas dívidas”, mas, no texto grego original do Novo Testamento, a palavra usada é “opheilemata”, que pode ser traduzida como “dívidas” ou “ofensas”.


Os antigos tradutores preferiam traduzir por dívidas, referindo-se a dívidas morais ou espirituais que o ser humano tem com Deus. No entanto, a expressão “perdoai-nos as nossas ofensas” se tornou mais comum em traduções modernas, pois transmite melhor a ideia de pecados ou transgressões contra os mandamentos e a vontade de Deus.


A palavra “ofensas”, que tem sido adotada há muito tempo e é usada hoje no Pai Nosso que rezamos na liturgia e no dia a dia pareceu mais oportuna. Afinal, a ‘expressão” dívidas leva a pensar numa relação mercantilista com Deus. Deus fica parecendo um velho ranzinza que contabiliza cada pecado nosso e depois manda a conta. Mas Deus não é assim. Deus é amor. Ele não cobra dívidas; ele estende a mão. Ele não anota dívidas num livro obscuro da vida; ele apaga nossas culpas.


Assim, pareceu à Igreja que traduzir a palavra original do grego “opheilemata” por ofensas é bem melhor que a palavra “dívidas”.

Colaborou: Fique Firme


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