A Palavra de Deus neste domingo nos chama a pensar sobre a natureza da missão de quem segue a Jesus. Devemos anunciar seu amor ao mundo, a todo o mundo, a todas as criaturas e ir a todos os lugares, até mesmo onde ninguém mais quer ir ou estar.
Na primeira leitura, vemos que seguir Jesus não é buscar uma posição social ou ficar parado no templo esperando que as pessoas venham até nós para nos ouvir. Precisamos sair pelo mundo, ir em busca das pessoas que precisam de paz e de justiça, que nunca nos perguntem: “por que ficais aqui, parados, olhando para o céu” se é aqui que precisam de nós.
Na segunda leitura, Paulo nos fala da Glória de Jesus, mas me chama atenção que sua Ascensão não se realizou desprezando a realidade humana, porem assumindo-a. Devemos nos lembrar que n’ Ela a dignidade humana foi redimida e que desprezar uma pessoa é desprezar o próprio Cristo glorificado. Devemos nos comprometer com todos e todas, com todas as vidas e em todos os lugares que estejam, ninguém pode ser esquecido.
No Evangelho, me chama a atenção que Jesus leva seus discípulos para Betânia e não para o centro de Jerusalém ou para o templo. A missão se inicia numa periferia, numa pequena comunidade de amigos e parte para periferias ainda mais distantes e desprezadas, pois devemos anunciar “a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações” e não oferecê-la apenas a quem nos procurar.
Quanto a nós, vamos sair no mundo valorizando cada pessoa, principalmente as das periferias sociais e existenciais. Nosso compromisso é com a vida e a dignidade humana, não fomos enviados para condenar os indivíduos, mas para amá-los e incluí-los em nossas vidas. Precisamos de uma sociedade com paz e justiça, criada a partir de um diálogo amoroso e restaurar nossa convivência com a casa comum para que todos tenham vida em abundância.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
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