A Palavra de Deus neste domingo nos leva a refletir sobre o que significa para nós a chegada do Espírito Santo. Penso que ela nos leva a um entendimento diverso daquele que muitas pessoas pensam e que deveria ser a forma de nos relacionarmos com toda a humanidade.
Na primeira leitura, o Espírito Santo chega aos apóstolos. Sua chegada leva vários povos para perto da comunidade de fé e nos mostra que o desejo divino não é de impor a uniformidade, mas de acolher a diversidade das pessoas e estabelecer com elas um diálogo amoroso.
Na segunda leitura, Paulo reforça a ideia de que a diversidade é uma característica dos que seguem Jesus e que somos unidos pelo Espírito para agirmos em busca do bem comum e que as divisões criadas entre as pessoas não devem ser consideradas por nós.
No Evangelho, Jesus se encontra com seus discípulos, lhes deseja a paz e lhes transmite o Espírito Santo, mas não fica só nisso, pois Ele afirma: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. Este envio amoroso para acolher e salvar a humanidade deveria ser nossa marca. Aqui é importante lembrar partes desta sequência, pois o Espírito é “Pai dos pobres”; pedimos “Curai o que está ferido, aquecei o que está gelado” e “No labor descanso, na aflição remanso”. A nossa missão é de levar este Amor à toda a Terra.
Quanto a nós, vamos sair no mundo nesta missão de um amor, que cuida das pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais –, garantindo a justiça social e buscando criar a cultura da paz. Nossa missão se realiza na inclusão radical de todas as pessoas, buscando a unidade com o objetivo de produzir o bem comum numa sociedade onde exista a amizade social e com uma relação de reciprocidade com a mãe terra até aquele dia que chegaremos na terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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