“A Santíssima Trindade é a comunidade do Amor” | Reflexão para a Solenidade da Santíssima Trindade, com Diácono Bernardo Rangel Tura

Neste domingo somos levados a refletir sobre o mistério de um Deus que é uno e trino, porém é necessário pensar esta realidade como uma eterna relação de amor e acolhimento, que nos chama a mudar nossa forma de viver em comunidade.

Na primeira leitura, vemos a Sabedoria falar sobre o ato do Pai de criar o mundo e o Filho participa ativamente da criação. O amor criador do Pai é alegre, generoso e o Filho participa ativamente da criação e brinca com os filhos dos homens. Esta proximidade chegará ao seu ápice na Encarnação.

Na segunda leitura, Paulo nos lembra que fomos acolhidos por Deus pela mediação de Jesus e que isso nos traz força mesmo quando enfrentamos tribulações, pois o Espírito Santo nos confere a certeza do amor de Deus, que nos dá uma Esperança que nunca nos decepcionará. Este esperançar nos anima em toda nossa caminhada, afinal a Trindade não está apartada lá no céu e sim habita no meio de nós.

No Evangelho, Jesus mostra que entende as limitações de quem o segue e anuncia que enviará o Espírito da Verdade. Me chama a atenção que há uma nítida relação das três pessoas nesta passagem, que mostra uma comunidade generosa, uma comunhão de escuta e partilha onde nenhum dos três guarda algo para si, mas partilham tudo generosamente, inclusive conosco.

Quanto a nós, vamos sair no mundo animados com a certeza que não estamos sós, porém comprometidos em viver um amor generoso, que se preocupa com as pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais – e que a partilha seja a nossa marca de forma que a busca pela paz e justiça nos anime. Vivamos numa sociedade cheia de amor e comprometida com a inclusão radical de toda a humanidade, sem nos esquecer de buscar a harmonia com a mãe terra. A caminhada vai ser longa e cheia de obstáculos, mas a Esperança trinitária não nos decepcionará e um dia chegaremos na terra sem males.

A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura


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