Neste domingo somos levados a refletir sobre a promessa que foi feita por Deus à humanidade. Com o significado e o compromisso que esta promessa nos traz no dia a dia somos levados a entender que a busca da Salvação está ligada ao sofrimento, porém esta é uma compreensão equivocada.
Na primeira leitura, Zacarias anuncia um tempo de conversão e que aqueles que outrora haviam ferido iriam chorar como se tivessem perdido um filho único, porém esta não é uma promessa de castigo e sim de uma fonte de reconciliação e bênçãos.
Na segunda leitura, Paulo nos lembra que em Jesus se realiza uma profunda unidade de pessoas. Pelo batismo nos tornamos todos herdeiros da mesma promessa e que por isso não faz sentido criar divisão ou exclusões. Somos irmãos e irmãs independentemente da cor, do povo ou do gênero. Nosso compromisso é de libertar a humanidade de todo tipo de mal para realizar a promessa do Senhor.
No Evangelho, Jesus questiona seus discípulos a respeito de sua identidade e, após a afirmação de Pedro, podemos ver que a promessa da primeira leitura irá se realizar e que chegará à plenitude dos tempos e será o tempo de libertação e, mais do que isso, não é uma escolha inconsequente, mas que somos chamados a um compromisso com este plano e que essa escolha pode nos levar a situações difíceis.
Quanto a nós, vamos sair no mundo comprometidos com o plano de amor. É preciso cuidar das pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais – e buscar uma sociedade de justiça e paz, com os indivíduos livres da opressão, da exclusão e de tudo que causa desunião. Uma sociedade que viva em harmonia com a casa comum. Esses compromissos podem nos trazer alguns problemas, mas chegaremos juntos na casa comum.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
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