A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre as marcas de quem segue Jesus. Entre elas tem uma com um especial significado nos dias de hoje: somos comprometidos com a inclusão e o acolhimento. De fato estar aberto para as outras pessoas é estar aberto para o próprio Deus.
Na primeira leitura, Abraão acolhe três forasteiros, reconhece neles a imagem de Deus e cuida deles com toda atenção. Ele não estava esperando esta visita, mas se abre aos desconhecidos, necessitados e marginalizados como se fosse o próprio Deus. Eu penso comigo: será que nós agimos da mesma forma?
Na segunda leitura, Paulo nos mostra uma outra dimensão. Ele mostra que a promessa feita a Abraão não é excludente, pelo contrário ela é dirigida a todas as nações. Afirmar “a presença de Cristo em vós” é nos lembrar que todas as pessoas são uma única família, um único povo.
No Evangelho, Jesus é acolhido por Marta e Maria numa casa de um pequeno povoado. É interessante pensar que Ele não buscou conviver nos grandes palácios e sim nas casas simples, onde vivem os humildes e pobres. Marta age como Abraão, preocupada em servir ao Mestre. Sua conduta não está errada, mas a disposição de servir não pode se tornar uma nova forma de opressão e, por isso, Jesus afirma que “Maria escolheu a melhor parte”.
Quanto a nós, vamos sair no mundo em direção às periferias – sociais e existenciais – levando a mensagem da esperança e do amor. Devemos acolher e incluir todas as pessoas que encontrarmos pelo caminhos, pois queremos construir uma sociedade com justiça e paz, onde a vida e a dignidade humana sejam promovidas, que as pessoas estejam livres de toda a forma de opressão e também que busquem restaurar nossa harmonia com a mãe terra até o dia que todas as pessoas vivam na terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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