A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre o que devemos valorizar em nossas vidas, o que devemos buscar para ter felicidade.
Acredito que muitos acharão estranho o que é apresentado nas leituras, o que torna mais importante ainda esta reflexão.
Na primeira leitura, ouvimos falar sobre a “vaidade das vaidades”, porém este dito não tem nada haver com as aparências e sim com uma forma de vida. A suprema vaidade é viver buscando o acúmulo de bens terrenos, o que só causa cansaço, insônia e um vazio existencial. Qual seria a saída para isso ?
Na segunda leitura, Paulo nos dá a solução que é o se esforçar para “alcançar as coisas do alto”. É necessária uma mudança interior, deixar de valorizar bens terrenos e dar o devido valor às pessoas e mudar a forma como nos relacionamos com elas.
No Evangelho, Jesus aproveita a disputa entre dois irmãos para deixar claro que uma vida voltada para a ganância e a busca desenfreada por bens é uma existência fútil, que servirá para trazer o mal a si e aos outros. A verdadeira sabedoria não é “ ajuntar tesouros para si mesmo”, é buscar tesouros no céu, construindo boas relações com as pessoas, como vimos na segunda leitura.
Quanto a nós, vamos sair no mundo buscando paz e justiça social. Vamos cuidar das pessoas – principalmente das periferias sociais e existenciais. É preciso valorizar a vida e a dignidade humana, em vez de acumular bens que passam. Vamos promover o bem comum e uma relação harmônica com a casa comum. Sei que será uma caminhada difícil e com obstáculos, mas construir o bem-viver valerá a pena e este é o caminho para a terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
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