“A porta estreita é uma promessa” | Reflexão para o 21º Domingo do Tempo Comum, com o Diácono Bernardo Rangel Tura

A Palavra de Deus nos leva a refletir sobre a natureza universal e comunitária da Salvação. Neste tempo em que tantos pregam uma religião de exclusão e uma vivência individualista da fé, a porta estreita pode parecer uma ameaça, mas pelo contrário ela é uma grande esperança.

Na primeira leitura, Isaías nos mostra como se realizará a Glória do Senhor e nos indica as duas naturezas da Igreja. Ela deve ser missionária indo até onde não ouviram falar dela ou não conhecem que o Senhor e a Salvação é para toda a humanidade sem exceção. É preciso entender apenas o que devemos fazer para passar pela porta estreita.

Na segunda leitura, somos lembrados que não devemos ignorar o ensinamento recebido e que o Pai age numa disciplina amorosa. Seu objetivo não é nosso sofrimento e sim que sigamos no rumo certo mesmo quando estamos fracos ou desanimados, pois Ele “produz um fruto de paz e de justiça”.

No Evangelho, Jesus responde quando questionado sobre a amplitude da Salvação e nos pede o esforço “para entrar pela porta estreita”. Isso de forma alguma significa uma exclusão de pessoas e sim que Ele nos chama ao compromisso. De fato Jesus afirma: “Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!”. A porta estreita é o compromisso com o amor, que produz frutos de justiça e paz. Ela está aberta para todas as pessoas que estejam dispostas a seguir por esse caminho mesmo que ele seja duro e difícil.

Quanto a nós, vamos sair no mundo e buscar passar pela porta estreita. É preciso um compromisso com a justiça que se realiza no cuidado com toda a Criação. Precisamos cuidar das pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais – e da nossa casa comum. Temos que criar uma sociedade pacífica, baseada no diálogo amoroso e numa relação harmoniosa entre as pessoas e com o meio ambiente que vivemos. Será difícil, mas só assim chegaremos até a terra sem males.

A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro


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