A Palavra de Deus nos leva a refletir sobre o que é exaltar a Santa Cruz. A Salvação que esta representa é um dom individual ou comunitário? Ela nos chama a uma atitude de gratidão passiva ou nos encaminha para uma postura ativa de uma Igreja em saída?
Na primeira leitura, vemos que o povo de Deus no deserto fraquejou e se colocou em uma situação difícil. Moisés, mesmo não tendo sido afetado pelo mal que assolou o acampamento, não fica passivo diante da situação, porém obedece a ordem do Senhor, faz a imagem da serpente de bronze e a levanta com uma haste. A cruz que surge no acampamento é – ao mesmo tempo – Salvação e compromisso para toda a comunidade.
Na segunda leitura, Paulo nos fala sobre o compromisso de Jesus com o plano de Salvação. É por amor a nós que ele se torna um ser humano e busca nos mostrar o caminho para o Reino de Deus e sendo ativo na história opta por ser obediente até a morte de cruz. Devemos nos lembrar que a raiz desta obediência é um compromisso com toda a humanidade.
No Evangelho, Jesus conversa com Nicodemos e o lembra do ocorrido na primeira leitura e mostra a todas as pessoas a grande verdade de sua missão. Ele veio ao mundo pelo Amor do Pai, não veio para condenar o mundo e sim para salvar todas as pessoas, que acreditarem e viverem como Ele nos ensinou.
Quanto a nós, vamos sair no mundo comprometidos com as pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais – e com a casa comum. Precisamos restaurar a convivência harmoniosa entre nós mesmo e a nossa com a mãe terra. Precisamos defender a vida e promover a dignidade humana; nosso compromisso vai além do nosso bem estar e conforto; precisamos criar uma sociedade onde haja a paz e a justiça, onde todas as pessoas sejam acolhidas e incluídas para juntas caminharem para a terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
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