“A justiça de Deus é o amor e a misericórdia” | Reflexão para o 39º Domingo do Tempo Comum, com Diácono Bernardo Rangel Tura


Enquanto muitos apresentam uma fé que oprime e excluí, a Palavra de Deus nos mostra que o Senhor tem como justiça o amor e a misericórdia e pede-nos que nossa ação seja de acolher as pessoas que sofrem e libertá-las de toda a opressão.

Na primeira leitura, Paulo nos fala que o Pai julga sem discriminar as pessoas, mas que ouve com atenção as súplicas dos oprimidos, dos órfãos e das viúvas. Ou seja, das pessoas colocadas nas margens da sociedade e nos chama a agir da mesma forma.

Na segunda leitura, Paulo sabe que seu fim está próximo, mas não se lamenta pois sabe que estará diante de um justo Juiz e inclusive perdoa quem o abandonou no momento de injustiça e que, na sua caminhada terrena, ele guardou a Fé e combateu o bom combate. O importante é lembrar que o bom combate é a disposição de agir em busca da Paz e da Justiça, mesmo quando achamos que não iremos ter sucesso, pois Ele nos pede para sermos fiéis ao que nos pediu. 

No Evangelho, Jesus mostra duas formas de viver a fé. A primeira está baseada no seguimento de regras exteriores e numa visão excludente, que excluí e oprime as outras pessoas, que não seguem seu padrão. A segunda é de quem se reconhece fraco e limitado, mas confia no amor de Deus e se compromete com a Justiça.

Quanto a nós, vamos sair no mundo para completar nossa corrida e guardar a Fé. Essa nossa caminhada rumo à terra sem males passa pelo cuidado com as pessoas – principalmente às das periferias sociais e existenciais –, pela proteção da vida e a promoção da dignidade humana. Precisamos produzir uma sociedade com diálogo amoroso e amizade social; nosso compromisso é com o amor e com a inclusão radical e não podemos nos esquecer de cuidar da casa comum e de garantir o bem viver para todas as pessoas. Sei que este é um compromisso muito maior do que aquele podemos resolver sozinhos e sabemos de nossas fraquezas, mas confiamos que a comunidade de Fé deve seguir neste bom combate, pois a marcha final vai ser linda.

A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro


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