A Palavra de Deus, no dia de finados nos faz pensar sobre o que significa a morte para quem segue Jesus, afinal nossa vida é uma esperança amorosa na promessa do Senhor que serve e liberta, por isso, a morte deve ser entendida como a indiferença que odeia.
Na primeira leitura, Jó sofre profundamente e sua dor é agravada pela indiferença de todos, a indiferença de seus amigos se manifesta na inquisição de seus pecados, além da dor física sofre com a morte social, mas ele não exita em afirmar: “Eu sei que o meu redentor está vivo”, essa esperança nos chama a não ignorar que sofre nos dias de hoje
Na segunda leitura, Paulo me faz pensar quando afirma que “O ultimo inimigo a ser destruído é a morte”, de fato, a indiferença está cada vez mais presente no mundo de hoje e, por isso, devemos ter cuidado ao interpretar o senhorio de Cristo, pois Jesus não é um rei que domina ou oprime com alguns podem pensar quando leem que “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”
No Evangelho, Jesus nos mostra a síntese de tudo , chama as pessoas a serem vigilantes para abrir a porta para um Senhor que servirá as pessoas atentas. Nos dias de hoje essa vigilância amorosa é o compromisso de não cair na indiferença ou no ódio, a razão da nossa Esperança se manifesta na forma de uma autoridade amorosa que serve as pessoas que sofrem ou são oprimidas
Quanto a nós, vamos sair ao mundo para espalhar a Esperança amorosa, é necessário estarmos vigilantes para cuidar das pessoas que sofrem – principalmente nas periferias sociais e existenciais – nossa resposta aos indiferentes que odeiam e oprimem não é o confronto mas a busca de uma sociedade com justiça e paz, baseada no diálogo amoroso e na amizade social, proteger a vida e a dignidade humana até chegarmos na terra sem males
A todas as pessoas que essa mensagem chegar
Beijos e bênçãos
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
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