A Palavra de Deus, nos chama a refletir sobre o que significa dizer que a igreja é o corpo místico de Cristo. Afinal a fé em Jesus é pessoal, mas não individualista. É um dom recebido em comunidade e vivido em comunhão, que se realiza na comunidade de Fé e de Amor
Na primeira leitura, Ezequiel nos mostra que o Templo divino é gerador de vida para toda a humanidade. A comunidade, que se forma a partir da água da vida que brota do Templo, deve ser fonte de cura e libertação do mundo distorcido pelo pecado original.
Na segunda leitura, Paulo nos mostra que a comunidade dos fiéis é a realização da presença de Jesus no mundo. Se o seu alicerce é o Cristo então ela deve ser fonte de vida e comunhão para todas as pessoas, dela deve brotar a justiça e a paz para realiza a missão salvífica de Cristo.
No Evangelho, Jesus se revolta com a transformação do templo em lugar de exploração e exclusão, mas mesmo nesse momento não age de forma violenta contra os animais ou as pessoas pois a violência contra a criação seria uma violência contra o Templo Divino descrito por Ezequiel. De fato, se cremos que a igreja é o Corpo místico de Cristo devemos nos portar como Ele nos ensinou e não como os vendilhões do templo o faziam. Alicerçar nossa vida em Jesus e nos seus ensinamentos é fonte de alegria para nós e de paz e justiça para toda a humanidade.
Quanto a nós, vamos sair no mundo e buscar a construção da comunidade de fé e de amor. Vamos ser fonte de vida e de promoção da dignidade humana para toda as pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais – e agir para criar uma sociedade justa e pacífica livre de todas exclusões e injustiças. Precisamos restaurar nossa harmonia com a mãe terra através de uma verdadeira conversão ecológica para caminharmos como comunidade até a terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
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