A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre a natureza do Advento. Devemos entendê-lo como um tempo de reflexão e de conversão para celebrar a Encarnação, que nos liberta dos males do mundo e nos compromete a construir uma nova comunidade.
Na primeira leitura, Isaías nos fala de uma esperança que surge do tronco de Jessé. Isto me traz uma ideia de renovação interior e me lembro que de um ramo nascem flores e frutos. A esperança se manifesta nos chamando à conversão, o que nos estimula a criar um mundo onde os pobres são defendidos, a violência é superada e a paz se torna plena.
Na segunda leitura, Paulo desloca a conversão do nível individual para o nível comunitário, propondo uma sociedade de acolhimento mútuo que derruba as barreiras sociais e religiosas da época, mostrando que há uma união entre os povos judeus e pagãos. Este espaço de inclusão e reconciliação criará um novo povo de Deus numa convivência que transforma e liberta.
No Evangelho, vemos João Batista nos anunciando a chegada do Messias, que, como profeta, denuncia os erros do mundo e anuncia o Reino dos Céus, nos chama a uma conversão integral, muda o coração, as motivações e a forma de viver para produzir frutos concretos de justiça, solidariedade e paz.
Quanto a nós, somos chamados à mesma conversão integral. Não basta uma mudança interior e individualista, nossos frutos devem mudar a sociedade e o mundo. Vamos construir uma sociedade que proteja a vida e a dignidade humana de todas as pessoas — principalmente as das periferias sociais e existenciais — criar um mundo de paz integral e que não haja nenhum tipo de barreira na convivência entre nós e nos livre de toda exclusão e preconceito e também façamos nossa conversão ecológica, firmando um novo pacto ético e espiritual para caminharmos até a terra sem males.
A todas as pessoas a quem esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
Deixe um comentário