A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre a proximidade de Deus em nossa vida, sobre como se manifesta a justiça por parte dos que O seguem. Ele está sempre conosco, mas é nos momentos difíceis que Sua presença é tão marcante.
Na primeira leitura, vemos Isaías diante do rei Acaz. É uma situação tensa, uma ameaça real, todos estão com medo. O profeta lembra que devemos confiar no Pai. Acaz responde: “Não pedirei, nem tentarei o Senhor”. Trata-se de arrogância e falta de fé disfarçada de piedade. Deus mostra que ama o povo e vai enviar um sinal de que está com eles, porém não é um exército e sim uma criança! Precisamos entender que a salvação começa frágil e a esperança nasce pequena.
Na segunda leitura, pequena e frágil também é a comunidade para a qual Paulo se dirige. Ele, que afirma ser servo antes de ser apóstolo, mostra sua fraqueza e nos lembra que sua relação com Deus não foi restaurada pelo legalismo e sim pelo compromisso com Jesus. Neste sentido, chama a atenção para o fato de que a vocação dos santos surge por serem amados por Deus.
No Evangelho, vemos um povo oprimido por um poder militar e Maria e José numa situação de imensa tensão, pois tudo parecia perdido. Porém, José a amava e era um homem justo e, mesmo se sentindo traído, quer proteger a vida. Neste cenário, onde a justiça amorosa indica a saída, ele recebe a visita do anjo que lhe mostra a realização da profecia. No meio da fragilidade humana surge a esperança que nos lembra que Deus está conosco.
Quanto a nós, vamos sair pelo mundo cheios de esperança e firmes na caridade. Vamos agir com amor, protegendo a vida e promovendo a dignidade humana — principalmente nas periferias sociais e existenciais — criando uma sociedade justa e pacífica, baseada na amizade social. Nesta difícil caminhada para a terra sem males, sabemos que teremos dificuldades, mas estamos cheios de esperança, pois Deus está conosco.
A todas as pessoas a quem essa mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
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