“Todas as famílias são amadas por Deus: lugar de amor e cuidado” – Sagrada Família | Reflexão com Diácono Bernardo Rangel Tura

A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre a família de Nazaré, sobre as nossas famílias e sobre como devemos pensar a relação entre as famílias e o cuidado com elas. Isso é muito importante nos dias de hoje, devido às várias situações de vulnerabilidade que muitas famílias vivem no mundo injusto e desigual que habitamos.

Na primeira leitura, a Sabedoria divina nos chama a cuidar das pessoas vulneráveis. A família deixa de ser um lugar de autoridade e opressão para se tornar um lar solidário e acolhedor. Aqui não há espaço para o abuso ou para a violência, mas sim para o compromisso com os frágeis. Me pergunto: como deve agir nossa comunidade em relação às famílias frágeis?

Na segunda leitura, Paulo nos fala de uma família diferente do padrão da época e estabelece relações regidas por critérios éticos baseados na misericórdia, na humildade e na paciência. Não há mais espaço para abuso, humilhação ou obediência cega. O vínculo da perfeição é o amor e o cuidado mútuo.

No Evangelho, vemos uma família vulnerável: são pobres, estão sem teto, existem rumores sobre a pureza da mulher; seu filho é saudado por pastores pobres e por magos pagãos, mas odiado pelos poderosos de seu povo. Sofrem perseguição política, tornam-se refugiados, mas é nesta família que está a Luz do Mundo. Deus não se revela nos moldes humanos de perfeição, mas caminha junto dos pobres e vulneráveis.

Quanto a nós, somos chamados a sair no mundo atentos para amar todas as famílias e cuidar delas, especialmente das mais vulneráveis. Precisamos de um mundo com justiça e paz, para que cada família possa ser um lugar de amor e cuidado. Isto nos conduzirá a uma sociedade de respeito à vida e à dignidade humana, sem desigualdade ou opressão, marcada pela amizade social e pelo diálogo amoroso. Certamente serão muitos os desafios até chegarmos à terra sem males, mas esta caminhada vale a pena.

A todas as pessoas a quem esta mensagem chegar,
beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura


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