A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre o significado do Batismo de Jesus e quais as consequências para a nossa vida diária. O início público da missão salvífica nos lembra que Ele escolheu viver no meio de nós como um de nós, que sua missão é solidária com toda a humanidade, que para Ele ninguém é desprezível e que o Reino é de justiça e paz.
Na primeira leitura, Isaías nos fala do Servo do Senhor que é manso e que veio para “estabelecer a justiça na terra,” mas que não se deixa levar pelas aparências ou não desiste das pessoas. “Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega”. Sua missão é clara trazer a libertação para todas as pessoas sejam elas os doentes, cativos e oprimidos, pois Ele é a Luz das Nações.
Na segunda leitura, Pedro nos afirma: “Deus não faz distinção entre as pessoas”, tanto ontem como hoje – num mundo que deseja excluir – a missão divina nos chama a uma inclusão radical, onde todas as pessoas merecem os mesmos direitos e cuidados. Esta seria a atitude de “quem o teme e pratica a justiça”. Não foi à toa que Jesus desceu para o Jordão como uma pessoa pobre, que precisasse de conversão. Ele chamava toda a humanidade para a real conversão.
No Evangelho, vemos João chocado, pois sabia que não poderia batizar o Autor do batismo, mas Jesus o lembra do compromisso com o plano da Salvação. Era preciso “cumprir toda a justiça”. Logo após o batismo, Jesus parte para o mundo e anuncia a todas as pessoas o compromisso de inclusão e libertação e o Reino de amor, justiça e paz.
Quanto a nós, vamos a sair no mundo anunciando a mesma mensagem, amando a todas as pessoas, principalmente as das periferias sociais e existenciais, caminhar junto sem discriminação e incluindo quem encontrarmos no trajeto. Enquanto muitos escolhem a violência e o confronto, nós seguiremos oferecendo paz e amizade social até o dia que chegarmos na terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
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