“A Lei de Deus se torna plena no amor” | Reflexão com Diácono Bernardo Rangel Tura para o VI Domingo do Tempo Comum

A Palavra de Deus nos chama a uma reflexão importante. Muitas são as vozes que pregam o discurso do seguimento rígido das regras, elas estão acima de todas as coisas inclusive da vida, da dignidade humana e se tornam instrumento de cobrança e opressão, porém o que nos é oferecido é o oposto disto. Nos foi dada uma escolha, um caminho de cuidado, acolhimento e libertação, que só pode ser realizado plenamente no amor às pessoas.

Na primeira leitura, fica claro que seguir a lei não é uma obrigação e sim um caminho que você escolhe seguir. O Senhor lhe dá o direito de escolher, porém tenha discernimento, pois cada caminho tem um destino diferente. Me conforta saber que sempre podemos escolher mudar e seguir o caminho da vida.

Na segunda leitura, Paulo nos fala da “misteriosa sabedoria de Deus”, que foi escondida dos poderosos e revelada aos pequenos. Aqui também há uma escolha entre o amor, o cuidado e a inclusão ou o oposto disso. Os que escolhem o caminho dos poderosos são os que mataram Jesus. Seguir a Lei pela Lei é hipocrisia, só nos afasta de Deus e das pessoas.

No Evangelho, Jesus nos chama a levar a Lei à plenitude. Temos que ser mais que os fariseus e não apenas seguir a Lei e a chave para isso é o amor às pessoas. Por isso, não basta não matar, é preciso proteger a vida e as relações. Não basta evitar o adultério, é preciso promover a dignidade humana, se comprometer com a verdade para que a confiança não seja minada e possamos criar um mundo de paz. Por fim, é preciso evitar toda a forma de abandono ou opressão, mesmo que tenhamos que ir além da lei.

Quanto a nós, vamos a sair no mundo seguindo este caminho da vida, do amor que nos leva às periferias sociais e existenciais. Proteger os fracos e oprimidos, garantir a vida e promover a dignidade humana é o caminho da justiça e paz, da inclusão radical e da amizade social. Esta é uma escolha difícil, mas no fim do caminho temos a terra sem males.

A todas as pessoas a quem esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro


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