A Palavra de Deus nos chama para uma mudança no nosso olhar para o mundo com uma visão nublada, distorcida pelos conceitos e ideias terrenas e ver cada pessoa, cada situação, cada vida existente na terra com o olhar amoroso de Jesus.
Na primeira leitura, Samuel é enviado para a periferia de Israel para ungir o rei. Ele olha o filho mais velho e o considera o escolhido, pois está preso aos conceitos terrenos de liderança e governo, mas Deus o lembra que o coração vale mais do que as pessoas, por isso o profeta unge o menor, o mais novo e mais fraco dos filhos que estava apascentando as ovelhas, pois o governo desejado por Deus é o que cuida da vida.
Na segunda leitura, Paulo nos chama a despertar do sono, nos levantar dos mortos e praticar os frutos da Luz: bondade, justiça, verdade, discernindo o que é agradável a Deus. Isto não é apenas uma ação individual, mas um chamado para reformar toda a sociedade.
No Evangelho, os sacerdotes olham o que está acontecendo com um rigor humano que distorce a Lei, enquanto isto um homem – incapaz de olhar – vê a grande Luz do mundo, o que gera um conflito, que leva o cego a ver cada vez mais e a dizer: “Aquele homem”, “é um profeta”, Ele vem de Deus e termina afirmando: eu creio no Filho do Homem. Esta progressão da Fé não veio do olhar físico e sim da compreensão da divindade de Jesus e com isso o “cego” vem a ser luz para muitos, que passam a ver a profunda verdade da “Luz do mundo” que a tudo ilumina com uma visão amorosa.
Quanto a nós, vamos sair no mundo para ver a realidade com um outro olhar. Vamos cuidar das pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais – proteger a vida e promover a dignidade humana; buscar uma sociedade com um diálogo amoroso, com justiça e paz, com inclusão radical para todas as pessoas; vamos seguir assim até o dia que veremos a terra sem males.
A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
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