A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre o que significa uma vida como seguidor de Jesus, quais seriam as nossas características os nosso compromissos o que nos difere das outras pessoas. Ao entender isso nossa vida e nossa ação na comunidade que vivemos se torna diferente e muito mais marcante.
Na primeira leitura, Ezequiel nos fala de uma triste situação um povo sem esperança é um povo morto sem futuro e, por isso, não pode mais agir, porém Deus vai ao seu encontro para abrir as sepulturas e dar lhes o seu Espírito para que possam novamente caminhar na terra.
Na segunda leitura, Paulo nos fala de outra realidade, uma comunidade oprimida, que vive sob constante ameaça mas que nutre uma profunda esperança pois o Espírito do Senhor está neles e, por isso, nutrem uma esperança teimosa que persiste mesmo nas piores situações. Resta saber o que ocorreu entre essas duas realidades que as torna tão diferentes, a resposta está no Evangelho …
No Evangelho, Jesus chora a morte de seu amigo Lázaro (Deus partilha o sofrimento humano) e vai ao encontro das irmãs em luto, Marta e Maria, mesmo tomadas pela dor da perda, afirmam a Fé e nutrem a esperança, porém há muito ali que não creem e até questionam. Nesse momento Jesus realiza seu sétimo sinal e ressuscita Lázaro, mas há um aspecto que me chamou atenção: Jesus pede que a pedra seja retirada, Ele não precisava desse ato, aqueles que moveram a pedra não entendiam mas o atenderam apenas pela Fé. Devemos pensar que Deus nos quer participantes de sua Obra, ele nos chama a agir para cria o Reinos dos Céus na terra e nós agindo pela Fé precisamos mover as pedras que bloqueiam esse caminho
Quanto a nós, vamos sair ao mundo em busca dos que precisam de nós – principalmente nas periferias sociais e existenciais – proteger a vida e a dignidade humana, construir um mundo de justiça e paz, uma sociedade com amizade social e diálogo amoroso e com o coração aberto para todas as pessoas nessa caminhada até a terra sem males.
A todas as pessoas que essa mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
Deixe um comentário