“Das portas fechadas para um coração aberto” | Reflexão para o 2º Domingo da Páscoa com Diácono Bernardo Rangel Tura

A Palavra de Deus hoje nos chama a refletir sobre a natureza e o compromisso da igreja, o que significou seguir Jesus nos primeiros anos e como estes mesmos sinais estão presentes ainda hoje.

Na primeira leitura, vemos a igreja nascente e suas marcas: fiel à Palavra, persistente na oração, generosa na partilha e repleta de amor pelas pessoas. Nestas comunidades, marcadas pela justiça, as pessoas eram atendidas em suas necessidades, a vida digna era mais importante que as posses materiais, pois eram todos uma só família.

Na segunda leitura, Pedro nos lembra que a Ressurreição nos dá um nova esperança, que isso vale mais que as riquezas do mundo e que nos torna diferentes, porém isto também nos compromete e pode ser causa de aflição mas, pela fé, alcançaremos a grande alegria.


No Evangelho, Jesus encontra a comunidade com as portas fechadas, cheia de medo e a saúda: “A paz esteja convosco”. Isto é marcante, pois Ele acolhe nossas angústias e fraquezas e – nessa realidade – mostra a missão da igreja. Somos enviados não para condenar, mas para levar ao mundo o perdão e a misericórdia. Porém resta mais uma coisa que devemos considerar: é preciso seguir o exemplo de Tomé e modificar a nossa vida a partir da Ressurreição. Se afirmamos: “Meu Senhor e meu Deus!”, é necessário tocar nas feridas do mundo, como Tomé quis tocar nas feridas de Jesus, para levar a todas as criaturas a realidade que vimos na primeira leitura.

Quanto a nós, vamos sair no mundo de coração aberto e cuidar das pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais –, vamos buscar a paz e a justiça social para valorizar a vida e a dignidade humana. Precisamos criar uma sociedade com amizade social e diálogo amoroso e uma relação harmônica com a casa comum. Sabemos que tocar as feridas do mundo irá nos causar aflições, mas essa é a chave da fidelidade com Jesus. Sei que pode ser difícil, porém é um caminho que vale a pena trilhar, pois no final chegaremos na terra sem males.

A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura


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