A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre como devemos nos relacionar com os diferentes indivíduos. O que mostra que seguimos Jesus em nossas formas de agir na comunidade me parece ser a maior característica de quem segue a Jesus e esta é o cuidado com as outras pessoas.
Na primeira leitura, Ezequiel é chamado a ser o vigia de Israel, mas não é para dominar ou oprimir o povo e sim para cuidar dele, ser a consciência falante da comunidade e, por isso, ele não pode se omitir em corrigir quem estiver no erro. Aqui vemos que o grande risco para quem segue Jesus é a omissão e não o fracasso, deixar de cuidar de uma pessoa é pior do que tentar e não conseguir.
Na segunda leitura, Paulo vai além e nos mostra que o perfeito seguimento de Jesus é realizado no amor. De fato não é possível amar a Deus sem “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”. Isso significa que a nossa relação com as pessoas deve ser ativa como ensina Ezequiel e amorosa como afirma Paulo, quem segue Jesus está em vigilância para amar.
No Evangelho, Jesus nos ensina a correção fraterna, quando alguém erra não se faz um ato público de confronto ou humilhação. Seu compromisso primeiro é a relação com a pessoa e a manutenção da sua dignidade. O ato de corrigir só é válido se for uma forma de amar e não de oprimir e nos promete que sua presença em nossa vida se realiza na nossa comunidade. A verdeira relação com Deus existe quando estamos unidos no amor e não isolados, não fechados em nós mesmos.
Quanto a nós, vamos sair no mundo para anunciar o Reino de amor e justiça, para proteger a vida e a dignidade humana — principalmente as das periferias sociais e existenciais —. Sejamos vigilantes para corrigir os erros e amorosos para acolher e incluir todas as pessoas; tenhamos uma amizade fraterna entre nós e com a mãe terra para que todas as pessoas tenham vida plena. Esta caminhada não será fácil, mas sempre vale a pena ir em direção à terra sem males.
A todas as pessoas a quem esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Médico, Diácono incardinado na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, esposo da Mônica.
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