“A justiça divina” | Reflexão para o 25º Domingo do Tempo Comum com Diácono Bernardo Rangel Tura

A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre como pensamos as relações entre nós em nossa sociedade. Afinal será que somos justos em nossas condutas? Pode existir algo além da justiça ou ela seria de alguma forma equivocada? Quando se confunde justiça com vingança ou se pensa numa justiça que considera métricas humanas, corremos o risco de esquecer o essencial.

Na primeira leitura, Isaías chama os injustos e os perversos a buscarem um novo caminho e retornarem ao Pai, mas não fala em punição ou condenação deles! Isso pode não fazer sentido para nós, mas é preciso se lembrar que: “Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos” … Esta é uma chave de leitura, que não podemos esquecer.

Na segunda leitura, Paulo parece não valorizar a sua própria vida e sei que muitos a partir daí fazem uma interpretação, porém o que ele nos ensina é algo muito mais profundo e que pode mudar a nossa vida. Construir o bem comum é mais importante que procurar o bem individual. O bem comum é um compromisso de quem segue a Jesus e que deve guiar todas as nossas decisões.

No Evangelho, Jesus nos conta uma parábola que nos mostra um patrão aparentemente injusto, pois paga o mesmo valor aos seus empregados independente do quanto eles trabalhem. O patrão busca os empregados que foram inclusive desprezados e que não serviram para outros donos da vinha. Para Deus a dignidade da pessoa é o bem mais valioso e Ele sempre estará conosco, começando pelos mais fracos, indefesos e excluídos. Estes são os mais importantes e serão os primeiros, pois a Justiça divina é dar a cada pessoa conforme sua necessidade e não o que ela merece.

Quanto a nós, vamos sair no mundo com o propósito de promover o bem comum – principalmente para os das periferias sociais e existenciais –. Iremos criar uma sociedade justa, segundo os critérios divinos, e pacífica na amizade social e no diálogo amoroso. Este é o compromisso que assumimos na nossa caminhada para terra sem males.

A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Médico, Diácono incardinado na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, esposo da Mônica.


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