“O coração aquecido se coloca a caminho” | Reflexão para o 3º Domingo da Páscoa com Diácono Bernardo Rangel Tura

A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre como devemos nos comportar se entendemos o significado da Ressurreição frente às dificuldades, à violência, o discurso de ódio e às vozes da guerra e da tirania. Pode ser complicado ver a alegria e a esperança no dia a dia, mas se cremos que Jesus caminha conosco tudo muda de figura.

Na primeira leitura, Pedro se mostra transformado, ele não teme anunciar seu seguimento de Jesus e nem denunciar a trama dos poderosos, que resulta em sua morte e Ressurreição e nos chama ao compromisso com a vida, pois a morte não tem mais a última palavra, como diz o salmo existe um caminho para a vida.

Na segunda leitura, Pedro nos lembra que o caminho para a vida se manifesta pelas obras e cada um, que fomos resgatados por sermos amados por Deus e a Ressurreição de Jesus é o motivo de nossa Fé e Esperança.

No Evangelho, vemos dois discípulos que caminham e estão triste, pois perderam a esperança e sentem que não há mais solução – como muitos de nós hoje em dia – nesta situação se fecham para o mundo e acabam por não ver Jesus ao lado deles. Apesar de valioso, entender as Escrituras não foi suficiente, apenas o cuidado com o irmão e a partilha do Pão é que levaram à plena vivência da Ressurreição, pois é uma questão de Fé, que precisa ser manifestada em obras como disse Pedro. Porém uma coisa me chama atenção, quando dominados pela tristeza e pela desesperança a noite era algo perigoso que devia ser evitado, após o encontro com Jesus tudo muda e se colocam a caminho para anunciar com alegria e compromisso a grande esperança de um novo mundo.

Quanto a nós, vamos sair no mundo como discípulos de Emaus e levar a boa nova da Ressurreição, vamos pedir pela paz e dar a esperança para todas as pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais – é preciso que nossa fé se manifeste em atos concretos, que produzam uma sociedade justa, com diálogo amoroso e inclusão radical e que possamos seguir em frente até a terra sem males.

A todas as pessoas que esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro


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