“Seguir Jesus é acolher e ser acolhido” | Reflexão para o X Domingo do Tempo Comum, com Diácono Bernardo Rangel Tura


A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre a nossa forma de pensar as relações interpessoais, sobre como nos portamos nos espaços de convivência e nas comunidades de fé. Nos dias atuais, quando muitas são as vozes que pregam a exclusão de pessoas, Jesus nos ensina que devemos escolher a inclusão radical.

Na primeira leitura, Oseias nos fala sobre como Deus quer que seja nossa adoração e, de certa forma, parece que há uma contradição, posto que o profeta fala que o Senhor não deseja sacrifícios ou holocaustos e sim amor e conhecimento. Está claro nesta mensagem que não adianta uma prática religiosa estéril, que se encerra em si, que não se abre para o outro.

Na segunda leitura, Paulo nos fala sobre Abraão e afirma que “sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça”. Isto me faz pensar se não deveríamos parar de julgar as pessoas pelo que elas foram, pois no fim das contas o importante é como vivemos a fé.

No Evangelho, Jesus escandaliza os fariseus duas vezes: chama um publicano para segui-Lo e faz uma refeição com impuros. A dureza do coração cegou-os para ver a beleza da inclusão radical, para muitos é mais fácil pensar a comunidade de fé como um prêmio para uns poucos perfeitos do que o abrigo que acolhe toda a comunidade. A resposta de Jesus é perfeita: “eu não vim para chamar os justos” e, se você considera que sua prática é perfeita e sem mancha, não precisa dele, mas para nós, fracos e limitados, Ele é a porta aberta que nos acolhe.

Quanto a nós, vamos a sair no mundo para levar o amor e a inclusão radical para toda a humanidade e acolher todas as pessoas – principalmente as das periferias sociais e existenciais – defendendo a vida e promovendo a dignidade humana; buscando a paz e a justiça social, criando uma nova sociedade baseada na amizade social e com lugar para todas as pessoas e com um convívio harmônico com a mãe terra, seguindo numa única caminhada até a terra sem males.

A todas as pessoas a quem esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Médico, Diácono incardinado na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, esposo da Mônica


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